Faltam 50 dias para o início da Copa Libertadores Feminina 2026. A maior competição entre clubes do continente está prevista para acontecer entre os dias 15 e 31 de outubro de 2026. O país-sede é o Equador.
Vice-campeão do Brasileirão Feminino 2025, o Cruzeiro vai disputar a competição internacional pela primeira vez na história. Os outros representantes brasileiros são o Corinthians, atual campeão da própria Libertadores e do Brasileirão Feminino. E o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil do ano passado.

A indefinição da Conmebol atrapalha a torcida
Assim, a expectativa é que a capital equatoriana Quito seja a sede do torneio. Porém, a Conmebol ainda não informou em que cidade será realizada a competição e quais são os estádios que receberão os jogos.
Esta indefinição atrapalha os torcedores que sonham em acompanhar o time do coração no exterior, como por exemplo, Natália Simões. Presidente da Torcida Desorganizada Cabulosa, que prestigia o Cruzeiro, ela admitiu que até já reservou hospedagem em Quito. Mas, sem a confirmação do local, ainda não comprou a passagem.
Diferentemente da competição masculina, a Libertadores Feminina é realizada em um único país e disputada em formato de tiro curto. Serão 16 times divididos em quatro chaves. As duas melhores equipes de cada grupo avançam para a segunda fase, que tem formato mata-mata.
Performance brasileira em 2025
Com a última edição sediada na Argentina, os brasileiros foram protagonistas. O Corinthians ficou com o título ao superar, nos pênaltis, o Deportivo Cali, por 5 a 3, garantindo o hexacampeonato.
Na disputa pelo terceiro lugar, a Ferroviária venceu o Colo-Colo por 1 x 0 e garantiu lugar no pódio. Já o São Paulo, terceiro integrante brasileiro, foi eliminado pelo Deportivo Cali nas quartas de final do torneio em 2025.
Libertadores: Bianca Brasil busca o terceiro título

Na busca do primeiro título internacional, as Cabulosas contam com o talento e a experiência de Byanca Brasil. Afinal, na carreira, a atacante de 30 anos já conquistou dois títulos da Libertadores Feminina: em 2017, com o Corinthians. E cinco anos depois atuando com a camisa do Palmeiras.
À reportagem do Campo Delas, do iG, a jogadora respondeu, no final de abril, a algumas perguntas sobre a competição sul-americana.
Libertadores: apesar da competição acontecer só em outubro, já dá pra sentir uma certa ansiedade? A gente sabe que a torcida do Cruzeiro está muito ansiosa.
Com certeza. Disputar uma Libertadores é sempre muito especial e estamos ansiosas para disputar pela primeira vez na história das Cabulosas. Tenho certeza que a torcida também vai fazer a diferença lá, assim como fazem aqui no Brasil.
Você conquistou a competição em 2022 pelo Palmeiras e em 2017 pelo Corinthians. Títulos desse porte devem ter um sabor especial, né? Logo, você se lembra de alguns dos desafios que teve, nas duas campanhas, que valorizaram as conquistas?
Conquistar uma Libertadores tem um peso muito grande na carreira de um atleta. Com certeza essas conquistas tem um gosto especial. Os desafios eles sempre existem em qualquer competição, mas trabalhamos muito pra superar tudo e conquistar.
E essa sua bagagem pode ser passada para outras atletas menos experientes na competição? Afinal, é o primeiro ano do Cruzeiro Feminino na Libertadores.
Sempre converso muito com todo o elenco. Além de mim, temos outras atletas experientes no Cruzeiro e é muito importante ter essa troca, compartilhar dicas e experiências. Vai ser a primeira vez do Cruzeiro na Libertadores e sabemos da responsabilidade.

