Sozinha em Londres, a torcedora corintiana Jamile Diniz, viveu de perto um dos momentos mais marcantes da história do Futebol Feminino. Presente no estádio na semifinal da primeira edição da Copa das Campeãs da FIFA, ela acompanhou a vitória do Corinthians por 1 a 0 sobre o Gotham e transformou a viagem em uma experiência que foi além do resultado em campo.
Apaixonada pelo time feminino desde os primeiros anos do projeto, Jamile descreveu a sensação ao Campo Delas, do iG, de estar ali como algo difícil de explicar.
“Eu olho para o Corinthians com o amor e carinho de quem viu algo grandioso crescer. Aplaudi cada título, cada recorde de público, cada novo passo. Me sinto parte disso”, contou. Para ela, o Corinthians é mais do que um clube: “É uma torcida que tem um time. Estar fisicamente aqui é surreal”.
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Abraços no apito final e um sonho realizado
O gol solitário da partida levou as Brabas do Timão à final e transformou o apito final em um momento de emoção. “Esse apito demorou demais para vir”, brincou. “Quando finalmente aconteceu, todos os corintianos que estavam ali se abraçaram. Nenhum de nós se conhecia antes do jogo. Todo mundo foi sozinho e saiu junto. Isso é Corinthians”.
A torcedora acredita que a campanha do clube no Mundial vai além do clubismo. Para ela, a participação corintiana demonstra ao mundo a força do Futebol Feminino brasileiro. “É urgente que clubes europeus e americanos entendam a potência que somos. Se não entenderem, quem perde são eles. O Gotham que o diga”.
Uma bandeira, Zanotti e a força do Futebol Feminino
Entre os momentos mais marcantes da viagem está a história da bandeira levada ao estádio. Antes de viajar, ela pediu ajuda ao namorado, tatuador, para criar uma bandeira sobre o Futebol Feminino brasileiro com a imagem de Gabi Zanotti. “Não é só sobre o Corinthians chegar ao Mundial. É sobre a evolução da modalidade no Brasil”.
Após a semifinal, o feito ganhou um desfecho especial: a bandeira foi entregue à própria Zanotti, autora do gol da vitória. A jogadora publicou o presente nas redes sociais. “Foi muito especial. Ver isso acontecer ali, naquele momento, foi emocionante demais”.

Expectativas, cobranças e o Corinthians de 2026
Para a torcedora, o Corinthians sai fortalecido da competição, independentemente do resultado da final. “Atingimos um novo patamar de visibilidade, mas isso não é tudo. O clube precisa continuar investindo. O cenário nacional mudou, os rivais cresceram e não dá mais para fazer só o mínimo”, afirmou, sem aliviar nas cobranças: “Paguem as meninas”.
Zanotti segue como sua jogadora favorita. “Ela é muito Corinthians. Raçuda, obstinada, decide mesmo quando desacreditam dela”. Outra que chamou atenção foi Belén Aquino, estreante no time e no Mundial. “Jogou com muita responsabilidade e lutou o tempo todo.”
A viagem, planejada em pouco tempo, também virou uma forma de resistência. “A FIFA divulgou as datas muito em cima da hora. Mesmo assim, eu sabia que precisava estar aqui. Um momento histórico não deixa de ser histórico só porque pouca gente presta atenção.”
No fim, o sentimento é de orgulho. “Em menos de uma década, o projeto conquistou o mundo. É prova de que o Futebol Feminino brasileiro só tem a crescer. A gente ainda tem muito para mostrar”.







