Isa Hass jogou no Cruzeiro Feminino por um tempo relativamente curto. Afinal foi “apenas” por uma temporada, a de 2025. Contudo, foi o suficiente para a zagueira da Seleção Brasileira Feminina, que joga nesta noite (09), em Fortaleza, contra os Estados Unidos, identificar-se com as Cabulosas.
“Vou para o Cruzeiro e eu crio uma identificação tão grande, em tão pouco tempo. As pessoas que estavam, fizeram o projeto crescer cada vez mais. E, para mim, foi um privilégio ter contribuído para que o Cruzeiro fizesse história em vários quesitos, tanto de torcida, de estádio, de colocação, de classificação para a Libertadores. Tenho um carinho muito grande, criei identificação com o clube. Fico muito feliz de os torcedores ainda me procurarem, mandarem mensagem, torcendo muito. É muito especial”, revelou a defensora em entrevista à Rádio Gaúcha.
A jogadora de 25 anos nasceu em Montenegro, no Rio Grande do Sul. E passou boa parte da carreira no Internacional.
“Estive no Inter por oito anos, foi muito importante para o meu desenvolvimento como pessoa e como atleta. Levo com muito carinho e admiração, sou gaúcha e acompanho desde sempre”, confessou.
Venda mais cara

Com as Cabulosas, a zagueira disputou 37 partidas e foi campeã mineira. A equipe fez, no ano passado, a sua melhor campanha da história no Brasileirão Feminino, terminando a competição com o vice-campeonato, em setembro.
Assim, Isa Haas foi vendida ao América do México por 600 mil dólares (R$3,1 milhões na cotação da época). Com isso, tornou-se a maior transferência da história das Cabulosas.
“São momentos. Com a idade que eu estou, as oportunidades vão aparecendo. Teve outras procuras também, mas foi um caminho que não só eu, mas o clube também por questões administrativas, foi pauta. Fiquei muito feliz. Foi uma decisão muito boa para a minha carreira, para a minha vida. Foi em um momento em que eu estava muito confortável no Cruzeiro, muito bem, mas eu queria um novo desafio, um pouco de desconforto. É só assim que a gente cresce, evolui, amadurece e aprende muita coisa”, contou.
Campeã mexicana

Apesar do início difícil no novo clube, pois sofreu uma fratura no nariz e precisou passar por cirurgia, Haas já levantou dois troféus importantes pelo América: a Liga Mexicana e a Concacaf Champions.
“Em seis meses, aconteceram muitas coisas. Cheguei e fraturei o nariz logo no segundo jogo, a primeira cirurgia que fiz na vida, longe de todo mundo. Foi um período muito complicado para mim. Mas eu queria o desconforto e ele veio. Fui me reinventando, me adaptando, amadurecendo. A Isa de seis meses para cá é outra, profissionalmente e pessoalmente. Tudo soma e você cria bagagem. Os dois títulos que a gente consegue também foram muito especiais”, declarou a zagueira.

