O clima entre torcedores de Brasil e Estados Unidos voltou a esquentar nas redes sociais, principalmente no X, antigo Twitter. O motivo da vez é a atacante Catarina Macario, que nasceu no Brasil, mas defende a seleção norte-americana.
O debate ganhou força após divulgar o reencontro entre as equipes, que acontece nos dias 6 e 9 de junho, em São Paulo e em Fortaleza. As equipes voltam a se enfrentar depois do amistoso realizado em 8 de abril de 2025, no PayPal Park, na Califórnia.
Promessa no Brasil e saída precoce
Vista como uma promessa desde cedo, Catarina Macario teve seus primeiros contatos com o futebol ainda no país, passando por escolinhas ligadas a clubes como Flamengo, Cruzeiro e Santos. Mesmo com talento, enfrentou dificuldades para seguir na modalidade.
Aos 12 anos, Catarina sofreu preconceito por jogar futebol e acabou impedida de continuar atuando em equipes masculinas, o que reduziu suas oportunidades no Brasil. Diante disso, seus pais entenderam que ela não teria espaço para se desenvolver no país e decidiram buscar um novo caminho fora.
Trajetória construída fora do Brasil
Natural de São Luís, no Maranhão, Macario não teve passagem pelo Futebol Brasileiro Feminino. Ainda jovem, mudou-se para os Estados Unidos, onde iniciou sua formação esportiva. A atacante passou pelas categorias de base do San Diego Surf e ganhou destaque na Universidade de Stanford, onde atuou entre 2017 e 2020.
O bom desempenho levou a jogadora ao futebol europeu. Ela foi contratada pelo Lyon, um dos principais times do mundo na modalidade, onde viveu grande fase.
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Altos e baixos de Macario na Inglaterra
Em 2023, Macario foi contratada pelo Chelsea, iniciando uma nova etapa na carreira. Na Inglaterra, a atacante enfrentou dificuldades para manter sequência por conta de lesões, mas ainda assim participou de 32 jogos em uma de suas temporadas.
Mesmo sem repetir os números do período na França, a jogadora contribuiu com 11 gols e cinco assistências, mostrando sua qualidade dentro de campo.
Debate segue entre torcedores
Agora, de volta aos Estados Unidos após anos atuando fora, Macario segue sendo peça importante na seleção norte-ameircana e também protagonista de uma discussão fora das quatro linhas: a não escolha por atuar na Seleção Brasileira Feminina.

