O Mixto-MT Feminino foi condenado com duas perdas de mandos de campo e o pagamento de multa de R$ 30 mil após um caso de racismo dentro do estádio Dutrinha, em um jogo do Brasileirão. Na época, a equipe jogava contra o Fluminense quando um homem proferiu injúrias raciais e homofóbicas contra a atleta Keké, do time carioca. A Comissão Disciplinar do Superior Tribunal Desportiva (STJD) é responsável pela condenação.
A decisão contou com a maioria de votos, e estabeleceu um rigoroso precedente punitivo, equilibrado pela colaboração do clube na identificação imediata do infrator. O jogo em que o crime aconteceu ocorreu em 26 de abril, válido pela 8ª rodada do Brasileirão.
A interrupção da partida, seguindo protocolo Antirracismo da CBF, foi o pontapé inicial que resultou na punição. Uma ação coordenada pelos seguranças do estádio e a Polícia Militar, identificou e retirou o homem das arquibancadas e preso em flagrante .
A condenação garane a ética no Futebol Feminino, modalidade que segue em crescimento, mais ainda precisa de vigilância constante contra o preconceito. Embora os clubes sejam legalmente responsáveis pela conduta dos seus torcedores, a postura proativa do Mixto serviu como diferencial jurídico para atenuar a pena original. O clube poderia ter perdido pontos ou recebido um multa maior.
A perda de dois mandos de campo retira o apoio da torcida e impõe prejuízo logístico ao clube, enquanto a multa de R$ 30 mil é a penalidade pecuniária destinada a reforçar o caráter educativo e punitivo da decisão do STJD.
