A Seleção Brasileira Feminina volta a campo nesta terça-feira (14), às 22h30, para enfrentar a Zâmbia, na Arena Pantanal, em Cuiabá, pela segunda rodada do FIFA Series. A equipe africana chega como o 25º adversário da Amarelinha no ciclo para a Copa do Mundo de 2027, em um confronto que opõe estilos distintos.
Atualmente na 66ª posição do ranking da FIFA, a Zâmbia aparece bem abaixo do Brasil, que ocupa o oitavo lugar, mas tem mostrado evolução recente e presença cada vez mais frequente em grandes competições internacionais.
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Retrospecto
O histórico entre Brasil e Zâmbia no Futebol Feminino conta com apenas um confronto, disputado nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020: na ocasião, a vitória brasileira, com gol de Andressa Alves, garantiu a classificação às quartas de final da competição. O duelo desta terça-feira será, portanto, o segundo encontro entre as seleções.

Crescimento recente
A Zâmbia é uma das seleções femininas mais tradicionais da África em termos de origem, com estrutura iniciada ainda nos anos 1980. No entanto, o salto competitivo aconteceu nos últimos anos.
O terceiro lugar na Copa Africana de Nações de 2022 marcou uma virada de chave para a equipe, que garantiu classificação inédita para a Copa do Mundo Feminina de 2023 e passou a figurar com mais frequência em torneios internacionais.
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Na estreia em Mundiais, apesar das derrotas para Japão e Espanha, a vitória sobre a Costa Rica evidenciou a capacidade de competir em nível global, mesmo diante de adversários mais estruturados.
Momento recente
Em 2024, a Zâmbia soma 5 partidas, com duas vitórias, um empate e duas derrotas. O resultado mais recente, que é a derrota por 4 a 0 para o Canadá na estreia do FIFA Series, expôs fragilidades defensivas, especialmente diante de equipes que impõem pressão constante.
Ainda assim, o desempenho não altera a principal característica do time: a agressividade ofensiva quando encontra espaço.
Destaques do elenco
O principal diferencial da Zâmbia está no setor ofensivo. A capitã Barbra Banda é a grande referência da equipe, com capacidade de atacar em profundidade, acelerar em campo aberto e finalizar em alta velocidade.
Ao seu lado, Racheal Kundananji e Prisca Chilufya ampliam as opções ofensivas, contribuindo com movimentação, amplitude e infiltrações, especialmente em jogadas de transição.
No meio-campo, Grace Chanda atua como elo entre defesa e ataque, sendo responsável por conduzir a bola e aproximar os setores. Ainda assim, a equipe não tem como característica o controle da posse, o que impacta na regularidade ao longo da partida.
O que esperar do jogo
Diante do Brasil, a tendência é de uma Zâmbia reativa, mas perigosa em velocidade. A equipe africana deve apostar em transições rápidas e na força física de seu ataque para tentar explorar espaços na defesa brasileira.
Para a Amarelinha, o desafio será controlar o ritmo do jogo e evitar perdas de bola que possibilitem contra-ataques, principal arma da adversária.
O confronto, assim, se desenha como mais um teste importante dentro do novo ciclo até a Copa do Mundo de 2027.

