Aos 21 anos, a estrela colombiana Linda Caicedo já possui a bagagem de uma verdadeira veterana do Futebol Feminino. Nascida em Candelaria e atual jogadora do Real Madrid, a atacante se aproxima de sua segunda Copa do Mundo Feminina. O mundial acontece no Brasil em 2027.
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Em uma campanha invicta nas eliminatórias, a Colômbia precisa de apenas um ponto nos próximos confrontos contra o Uruguai e o Paraguai para carimbar o passaporte, mas a mentalidade da equipe vai muito além do resultado mínimo. A expectativa para os próximos confrontos é tratada com total seriedade. Em entrevista à FIFA, a jogadora falou sobre os sentimentos.
“No dia em que terminamos o último jogo contra a Argentina, que se tivéssemos vencido, já estávamos com os dois pés na Copa. Agora o empate basta para nós, mas temos muita vontade de vencer para honrar o nosso povo e conquistar seis pontos nesses dois jogos. Garantir o primeiro lugar e a classificação para o Mundial, que sem dúvida, é o mais importante”, ressaltou a jogadora.
A perspectiva de disputar o Mundial em solo brasileira, ao 22 anos – idade que terá no torneio – desperta uma reação genuína na atleta, que vê no evento o auge da carreira. Para Caicedo, a experiência em solo sul-americano promete ser inesquecível.
“Um sorriso. Pensar em jogar uma Copa do Mundo no Brasil faz você abrir um sorrido. Que sua família possa ir a um país onde o futebol é tão apreciado. É um sonho que está muito perto e não queremos que nos tirem isso. Nesse tipo de torneio surgem novas estrelas, é um torneio muito curto, existe muita expectativa, é muito prazeroso. É algo único e minhas companheiras e eu queremos estar lá”, revelou.
Linda Caicedo e a experiência com a Copa do Mundo
Em sua segunda Copa do Mundo, a atleta se sente mais segura. O atual papel de liderança da jogadora que começou de forma precoce, com sua primeira convocação para a seleção principal aos 14 anos, em 2019. Relembrando aquele momento desafiador, ela destaca como conquistou o seu espaço em meio às veteranas.
“Talvez o mais importante naquele momento fosse meu futebol, os gols e a personalidade que eu tinha jogando com pessoas mais velhas do que eu. Minha primeira convocação não foi nada fácil, porque no fim das contas também era preciso me adaptar a um grupo e à convivência. Mas, pouco a pouco, fui conseguindo. Me acolheram muito bem e acho que me transformaram em uma peça bastante importante na seleção”, relembrou Caicedo.
A jogadora hoje é um dos pilares de uma geração vitoriosa que levou a Colômbia a campanhas históricas, incluindo as quartas de final da Copa do Mundo de 2023, nos Jogos Olímpicos, e o vice-campeonato, na Copa América de 2025. Caicedo passou por todas as categorias de base até a seleção principal.
“Conquistar um título pela minha seleção seria a coisa mais bonita. Tenho muitos e muitos sonhos e, pela Colômbia, é conquistar um título. Estive duas vezes muito perto, na Copa do Mundo, e depois na Copa América. Tenho essa convicção de que estamos crescendo cada vez mais, que o talento colombiano não tem limite e que vai chegar o momento em que os títulos virão por si só e serão comemorados”, apontou a jogadora.

