A “Lei do ex” é uma expressão popular no futebol. Descreve a situação em que um(a) jogador(a) marca um gol ou tem um desempenho excepcional contra um clube pelo qual ele(a) já atuou. Inclusive, torcedores gostam de dizer, em tom de deboche, que, no Brasil, a única lei que não falha é ela.
Assim, como no próximo sábado (14) há um clássico importante pelo Campeonato Brasileiro Feminino, o Campo Delas, do iG, listou duas zagueiras que já vestiram as camisas de Atlético-MG e Cruzeiro. Portanto, elas podem fazer diferença no confronto em Sete Lagoas (MG), na Arena do Jacaré.
Vitória Calhau

Do elenco atual das Cabulosas, Vitória Calhau é uma das atletas mais identificadas com o clube celeste. Por causa de uma lesão na coxa esquerda, ela não atuou nos dois jogos desta temporada. Mas deve estar à disposição para o clássico.
Nascida em São Paulo, a zagueira foi contratada pelo Cruzeiro Feminino em janeiro de 2023. Já disputou 56 jogos pelas Cabulosas e marcou seis gols no período.
No entanto, em 2020, ela jogou no rival. Foi em fevereiro daquele ano que a zagueira passou por um episódio desagradável, de assédio, no estádio Mineirão. Aconteceu em um evento para a apresentação do time feminino do Galo para a temporada. E também do atacante Diego Tardelli para o elenco masculino.

Diante da torcida, o “Galo Doido”, mascote do clube, pediu para a zagueira dar uma “voltinha”. Além disso, esfregou as mãos e as levou até a boca.
O caso repercutiu. Na época, o Atlético-MG divulgou um vídeo em que o “Galo Doido” aparece escrevendo uma carta e pedindo desculpas à jogadora. O funcionário que vestia a fantasia foi advertido pelo clube e devidamente orientado.
Menos de um mês depois, Calhau rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho. Após o longo processo de recuperação, ela se transferiu para o São José-SP.
Hingredy

O Atlético-MG Feminino tem, literalmente, uma torcedora dentro de campo. A zagueira Hingredy é atleticana desde a infância. E até publicou uma fotografia nas redes sociais para comprovar.

No entanto, ela só realizou o sonho de defender o Galo profissionalmente em 2025. Com perfil de liderança na defesa, foi uma das artilheiras da temporada passada. Inclusive, com a braçadeira de capitã, a defensora fez parte do elenco que levou o Alvinegro de volta para a Série A1 do Brasileiro.
Nascida em Belo Horizonte, a zagueira passou pelo Cruzeiro em 2019. Foram apenas quatro jogos, no ano de fundação das Cabulosas.

Na carreira, a zagueira de 27 anos também jogou por outro clube mineiro. No América-MG foram duas passagens: a primeira em 2017 e 2018. Posteriormente, ela defendeu o Goiás. E retornou às Spartanas, onde ficou entre 2021 e 2022, antes de assinar com o Atlético-MG.

