O Vitória conquistou uma vaga para o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino Série A1 após as saídas de Fortaleza e Real Brasília da competição. A equipe rubro-negra terminou o Brasileirão Feminino Série A2 na quinta posição.
Para entender como funcionou o processo de retorno à elite do Futebol Feminino nacional, o Campo Delas, do iG, entrevistou com exclusividade a coordenadora do Futebol Feminino e esportes olímpicos do Vitória, Many Gleize.
“Estamos extremamente felizes com esse retorno, foi bem rápido. Subimos no primeiro ano do Brasileirão Série A3 direto para a A2, e o nosso objetivo era também subir direto em 2025. Pegamos uma das Séries A2 mais difíceis de todos os tempos, com equipes como Atlético Mineiro, Santos, Botafogo, Minas Brasília e Mixto. Times que têm credibilidade e um trabalho de muito tempo no Futebol Feminino.”
Com a possibilidade de conquistar o acesso para o Brasileirão Feminino Série A1, a direção do Vitória começou a se preparar para receber a notificação da Confederação Brasileira de Futebol. Many Gleize destacou que o primeiro passo foi levar a demanda ao presidente do clube, Fábio Mota.
“Quando a gente teve 90% de certeza, começamos a mudar um pouquinho o planejamento. Aí nós fomos para o diretor, depois para o presidente, para saber se o clube estaria disposto a assumir a vaga. Porque existe um aporte maior, financeiramente falando. Então o presidente nem titubeou e disse que poderíamos confirmar o acesso.”
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Acesso ao Brasileirão Feminino A1
Após receber a notificação da CBF sobre o acesso ao Brasileirão Feminino Série A1, o Vitória começou a alterar o planejamento para disputar a competição.
“Tivemos essa notícia muito boa pra gente, não tão boa para os times que desistiram, a gente sabe como é ruim ter o trabalho encerrado, mas estávamos preparadas. Tínhamos o planejamento, com o elenco bem adiantado, na montagem do elenco para o Brasileirão Série A2, e recebemos a notificação da CBF de que, pela desistência de um time, ganharíamos a vaga pela nossa colocação.”

Dois acessos consecutivos
O Vitória Feminino saiu de uma equipe sem divisão para um clube que conquistou dois acessos consecutivos. Em 2024, as Leoas disputaram o Brasileirão Feminino Série A3; em 2025, o Brasileirão Feminino Série A2; e nesta temporada disputam o Brasileirão Feminino Série A1.
O Vitória não disputava a elite do Futebol Feminino nacional desde 2020, quando a equipe foi rebaixada. Many Gleize destacou que o acesso trouxe felicidade para o clube e para os torcedores.
“O clube está feliz, a torcida rubro-negra está feliz, as atletas estão felizes. A gente está tendo muita procura, inclusive de empresários, porque estar no Brasileirão Série A1 é referência.”
