A ex-jogadora de futebol Amy Carr, que jogou pelo Arsenal e Chelsea, morreu após 11 anos lutando contra um câncer cerebral. A inglesa estava afastada dos gramados desde o diagnóstico da doença, em 2015, mas fora de campo ela conseguiu seguir se exercitando em corridas de rua. A ex-atleta, de 35 anos, corria para arrecadar dinheiro para organizações ligadas às pesquisas sobre a doença.
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Amy Carr atuava como goleira e jogou pelas categorias de bases do Chelsea, Arsenal e Reading. Muitas atletas que atuam na WSL, Liga Feminina da Inglaterra, jogaram ao lado da ex-jogadora. Apesar de ter que se “aposentar” do futebol devido à doença, Amy Carr seguiu ativa na área esportiva. A inglesa participou de corridas de rua antes de começar a usar a cadeiras de rodas.
Em novembro de 2025, ela foi convidada pelas jogadoras do Chelsea, Becky Spencer e Lucy Bronze, para assistir a um jogo da liga direto dos gramados.

Tumor e o tratamento
A ex-jogadora descobriu o câncer após uma situação incomum. Ao ver uma aranha, Amy Carr desmaiou e passou por uma série de exames. Depois de uma ressonância magnética, o tumor no cérebro foi diagnosticado. De acordo com os médicos, o tumor tinha o tamanho de uma bola de golfe.
Carr passou por diversos tratamentos, mas a doença seguiu. Em 2021, de acordo com declaração da ex-jogadora no Instagram, o tumor dela foi reclassificado para Astrocitoma de grau 4, com mutação IDH1 G395AA. Ainda segundo a ex-jogadora, os médicos deram previsão de 6 a 9 meses de vida.

Na época, Carr celebou ter ultrapassado a previsão. “Superamos o primeiro obstáculo. Obrigado a todos pelo apoio e palavras gentis, sinceramente ajuda!”, escreveu no Instagram.
Uma das corridas em que Amy Carr participou arrecadou fundos para a instituição de caridade Brain Tumour Research. Ela convidou os amigos para “pular, saltar, correr ou caminhar”, saindo da casa dela até outro ponto da cidade. Foi um trajeto de cerca de 8 km.

