O Mirassol passou boa parte do fim de 2025 sendo cobrado por algo que ainda não existia no clube: um projeto estruturado de Futebol Feminino. A cobrança era legítima, mas o cenário começou a mudar – e rápido. Em poucos meses, o que era indefinição virou plano, investimento e liderança.
Em outubro, o clube ainda não tinha um time feminino definido nem uma estrutura mínima para cumprir as exigências da CBF. A discussão ganhou força, o assunto saiu dos bastidores e entrou na agenda pública do futebol brasileiro. A partir daí, o Mirassol precisou acelerar.
O primeiro movimento foi estratégico: em vez de buscar um atalho por meio de parcerias, o clube decidiu construir algo próprio. A escolha indicava que o Futebol Feminino não seria apenas uma formalidade regulatória, mas um departamento pensado dentro da estrutura do Mirassol.
Depois veio o passo mais concreto até então: a compra de um centro de treinamento exclusivo para o Futebol Feminino e para as categorias de base. Um investimento que muda o patamar do projeto, porque coloca a modalidade dentro da lógica de formação, rotina e desenvolvimento e não só de competição.
O capítulo mais recente dessa história é a chegada de Rafaela Esteves como gestora do Futebol Feminino. Com ela, o clube passa a ter uma liderança dedicada à área, responsável por montar elenco, comissão técnica, calendário e identidade do time.
Em três meses, o Mirassol saiu do zero para um projeto que começa a ganhar corpo: estrutura, comando e plano. Ainda é um processo em construção, mas agora com bases visíveis. O que antes era cobrança virou expectativa e 2026 passa a ser o primeiro ano em que o clube, de fato, começa a escrever sua história no Futebol Feminino.
