O diretor do departamento de Futebol Feminino do Grêmio deixou o cargo alegando questões pessoais. À frente das Mosqueteiras por cerca de oito meses, João Herminio Marques solicitou o desligmaneto do clube no sábado (1º). O profissional, torcedor do tricolor gaúcho, escreveu sobre a saída pelas redes sociais.
Em nota, o Grêmio informou que Marques solicitou o desligamento do departamento. O clube agradeceu o trabalho realizado junto à modalidade – tanto nas categorias de base como no profissional – e elogiou o foco no desenvolvimento e valorização que o profissional dedicou às Mosqueterias.
Clube pontuou que o diretor Fabrício Fontanella permanecerá atuando no Departamento de Futebol Feminino.
Despedida de João Herminio Marques do Grêmio
Torcedor declarado do Grêmio, o ex-diretor se despediu do cargo no clube com uma postagem nas redes sociais. Ele contou que saia do Rio de Janeiro, ainda adolescente, para acompanhar as partidas em Porto Alegre. Após a faculdade, João Herminio Marques mudou em definitivo para a capital do Rio Grande do Sul.
“Mas nunca foi pelo cargo, nunca foi pelo crachá, sempre foi somente pelo Grêmio. Tanto é que, assim como entrei, entendi, nas últimas semanas, que era melhor sair, mesmo com o time hoje dependendo apenas de si para se classificar no Brasileirão Feminino. E saio com a consciência tranquila de que me dediquei ao máximo nesses 8 meses na Direção do Futebol Feminino, batalhando pela reconstrução da modalidade no Clube”, declarou o ex-diretor.
João Herminio Marques ainda afirmou que é preciso trabalhar em grupo, mas que enfrentou dificuldade para conseguir entregar um trabalho como gostaria.
“Ninguém faz nada sozinho. Porém, o papel de um diretor abnegado, de um gestor não remunerado (porque assim deveria ser entendido), é de entregar o máximo possível – e impossível – ao seu setor, supervisionando, apoiando e direcionando. E tenho orgulho de ter feito o melhor naquilo que me permitiram”, afirmou.
O ex-diretor e torcedor completou a despedida falando sobre as adversidades que o Futebol Feminino ainda sofre, mas garantiu que a modalidade está em fase de amadurecimento socioesportivo.
“As grandes urgências são: primeiro, consolidar a Formação de Base (fazendo contratos de formação, garantindo apoio e estrutura e, dentre outras ações, protegendo a Base da intervenção excessiva de empresários, pois eles fazem parte da Indústria do Futebol, mas não podem intervir nos clubes); segundo, fomentar uma Cultura Torcedora (engajamento da Torcida); e terceiro, captar recursos (patrocínio) para estruturação profissional do Feminino”, completou.
