O Atlético-MG somou, contra o Juventude, o primeiro ponto no Campeonato Brasileiro Feminino 2026. E se o placar da partida foi zero a zero, parte significativa dos méritos vai para a goleira Maike Weber.
Segundo dados da plataforma Sofascore, ela realizou cinco defesas na partida, sendo quatro de finalizações feitas de dentro da área. Não à toa, Weber recebeu a maior nota dentre todas as atletas em campo (8.3).
Em entrevista à CBF TV, logo após o confronto, a experiente goleira, de 33 anos, comentou sobre a atuação impecável dela na partida válida pela segunda rodada.
“A minha atuação vem do trabalho diário, né? Trabalho muito para isso, a gente estuda, sempre, muito bem o adversário”.
No entanto, se a atuação de Maike Weber mereceu aplausos, o sistema coletivo do Atlético-MG não funcionou tão bem. Para a goleira, o péssimo estado do gramado do estádio Homero Soldatelli, na cidade de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul, prejudicou o toque de bola e a construção ofensiva do Galo.
“A partida não resume o que é a gente. Infelizmente, a gente teve que fugir do que é o nosso trabalho, do que a gente vem fazendo. Porque as condições do gramado precisam ser revistas. Senão, quem vai querer assistir um jogo de Futebol Feminino, de mulheres? Não são desculpas, porque o nosso futebol não é esse. Infelizmente, bola longa não é o nosso jogo. A gente queria sair com a vitória, mas não foi possível”.
Como perdeu na estreia para o Corinthians por 1 a 0, as Vingadoras encerram a segunda rodada em 15° lugar. O próximo jogo será contra o Cruzeiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, no dia 14 de março, após a parada da Data Fifa.
Tia famosa

Maike é sobrinha da ex-goleira Maravilha (Marlisa Wahlbrink), que defendeu o Brasil em duas Olimpíadas (Sydney/2000 e Atenas/2004).
“Tenho ela sempre como uma referência para mim. Um beijo, tia Maravilha, você é o meu orgulho”, disse a goleira do Galo, à CBF TV.
Aos 2 anos de idade, a tia famosa se mudou com a família para a cidade de Maravilha, em Santa Catarina, origem de seu apelido. Até os 21 anos, auxiliou os pais em trabalhos rurais. Em 1994, saiu de casa para fazer um teste no Cruzeiro, de Porto Alegre. Fez dois gols e acabou aprovada como atacante. Porém, correndo risco de ser dispensada, inventou para o técnico que era goleira. No ano seguinte, já recebeu sua primeira chance na seleção brasileira.

Ao encerrar a carreira de atleta, Maravilha se formou em educação física. Em agosto de 2019, se tornou a 1ª preparadora de goleiras da CBF.
