O Atlético de Madrid divulgou que a denúncia de racismo contra a brasileira Gio Garbelini foi arquivada e encerrada por falta de provas. O caso aconteceu em uma partida contra o Tenerife, na semifinal da Copa da Rainha, no dia 17 de março. A atacante não sofreu nenhuma punição.
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O clube espanhol afirmou que as investigações realizadas, juntamente com a verificação dos fatos registrados pelo árbitro da partida, concluíram não haver provas suficiências para sustentar as alegações contra Gio Garbelini. Todo processo seguiu os protocolos da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).
Entenda como surgiu a denúncia
O caso teria aconteceido aos 44 minutos do segundo tempo, após a expulsão da jogadora Fatou Dembele. De acordo com a súmula da partida, a atleta Noelia Ramos Álvarez afirmou que Gio Garbelini se dirigiu a Dembele utilizando o termo “negra”. Arbitragem afirmou que não ouviu a declaração diretamente, mas, diante da denúncia, decidiu acionar o protocolo antirracismo.
Uma confusão iniciou-se dentro de campo depois do caso. Ao final da partida, que teve o Atlético como vencedor, um novo desentendimento começou na área dos vestiários, envolvendo jogadoras dos dois times, o que exigiu intervenção para contenção da situação.
Gio Garbelini sobre o caso de racismo
Na época, a brasileira se pronunciou sobre a acusão que sofreu das jogadoras do Tenerife. A atacante usou as redes sociais para falar sobre o caso de racismo. Até o momento, a atleta não se pronuciou sobre o arquivamento da denúncia.
“Nego, de forma rotunda e categoria, ter proferido a palavra “negra” ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu. Ver meu nome associado a uma mentira como essa me dói. E não vou aceitar em silêncio”, escreveu em uma carta oficial na época.
