A reclamação de Humberto Simão após o empate por 2 a 2 com o Cruzeiro, no último domingo (26), encontra respaldo direto dentro de campo. Ao apontar a falta de mando fixo como um dos principais entraves do Red Bull Bragantino na temporada, o treinador levanta um ponto que também se reflete nos números do Brasileirão Feminino A1.
Na coletiva, o técnico foi direto ao tratar o tema como um obstáculo recorrente. “Eu avalio que esse é um dos nossos principais adversários”, afirmou, ao comentar a sequência de partidas longe de Bragança Paulista e a dificuldade de atuar em diferentes praças ao longo da competição.
Aproveitamento expõe contraste
O recorte de resultados evidencia um cenário claro: o desempenho das Bragantinas varia de acordo com o local das partidas. Quando atuou em condições mais próximas de um mando tradicional, o time teve aproveitamento perfeito. Em Atibaia, venceu a Ferroviária por 2 a 0. Já em Bragança Paulista, no Estádio Municipal Cícero de Souza Marques, superou o Juventude, também por 2 a 0.
Por outro lado, no Estádio Benito Agnello Castellano, em Rio Claro, onde tem mandado parte dos jogos, o desempenho é irregular. Em três partidas, o Bragantino soma uma vitória, um empate e uma derrota: venceu o Mixto por 3 a 1, perdeu para o Bahia por 2 a 1 e empatou com o Cruzeiro por 2 a 2, com gol nos acréscimos.
Problema vai além do campo
Mais do que os resultados, Simão também destacou o impacto da rotina fora de casa na preparação da equipe. “A gente tem que viajar três horas, a gente tem que ficar alojado. A gente está num campeonato muito difícil, onde todo detalhe importa”, disse.
O treinador ainda reforçou que a sensação de não atuar em casa influencia diretamente o rendimento. “Se a gente faz um comparativo dos nossos desempenhos […] o nosso desempenho é diferente. A gente não sente que a gente está em casa”, completou.
Mesmo com o cenário, o Bragantino segue na disputa por uma vaga na próxima fase do Brasileirão Feminino A1. No entanto, os números deixam claro que, em uma competição equilibrada, a ausência de um mando fixo pode seguir como um fator determinante ao longo da campanha.
