Os minutos de acréscimo voltaram a dominar as conversas entre os torcedores. Após a vitória do Brasil sobre o Japão pelas oitavas de final da Copa do Mundo Masculina, muitos questionaram nas redes sociais o fato de o árbitro ter sinalizado seis minutos de acréscimo, mas encerrado a partida apenas perto dos 100 minutos. Por isso, a situação fez muita gente relembrar um duelo marcante da Seleção Brasileira Feminina nos Jogos Olímpicos de Paris.

No confronto desta segunda-feira (29), o quarto árbitro indicou seis minutos de acréscimo ao fim do tempo regulamentar. No entanto, o jogo se estendeu por mais alguns minutos. O árbitro precisou compensar novas paralisações causadas por atendimento médico, substituições e, principalmente, pela lesão de Casemiro já nos acréscimos.
Vale lembrar que o tempo exibido na placa representa apenas o mínimo a ser jogado. Portanto, sempre que novas interrupções acontecem nesse período, a arbitragem pode prolongar a partida.
Comparações com Brasil x Espanha nas Olimpíadas
A discussão ganhou força principalmente no X (antigo Twitter). Muitos torcedores compararam o episódio com a semifinal entre Brasil e Espanha, nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Na ocasião, a árbitra acrescentou 16 minutos ao segundo tempo, um período equivalente a uma prorrogação inteira.
Na época, a decisão também gerou surpresa. Entretanto, a arbitragem apenas seguiu a orientação adotada pela FIFA desde a Copa do Mundo de 2022. A entidade passou a exigir uma compensação mais rigorosa do tempo perdido com substituições, atendimentos médicos, comemorações de gols, revisões do VAR e outras interrupções.
Ao longo da campanha nos Jogos Olímpicos de 2024, o Brasil somou 114 minutos de acréscimos em cinco partidas, o equivalente a mais de um jogo completo. A média do torneio ultrapassou 15 minutos adicionais por partida.
Regra busca aumentar o tempo de bola rolando
Embora o jogo contra o Japão tenha provocado novas reclamações, a situação não caracteriza um erro de arbitragem. Pela regra, os seis minutos mostrados na placa representam apenas uma estimativa mínima. Assim, quando novas paralisações ocorrem nesse intervalo, o árbitro deve recuperar esse tempo antes de encerrar a partida.
Foi exatamente isso que aconteceu após a lesão de Casemiro e durante a comemoração do gol da vitória brasileira. Dessa forma, a arbitragem estendeu o confronto até compensar o tempo perdido.
