O Mirassol, por meio das redes sociais do clube, anunciou a criação de uma equipe exclusiva para o Futebol Feminino na tarde desta sexta-feira (6). Após a classificação do time masculino para a Libertadores de 2026, a equipe teve que se movimentar para criar um setor exclusivo para a categoria, visto que a Conmebol exige que as equipes participantes das competições continentais tenham elencos destinados ao Futebol Feminino.
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O clube já descumpria a regra imposta pela CBF, pois as equipes da elite do Brasileirão Masculino devem manter uma equipe de Futebol Feminino e de Base, ou firmar uma parceria registrada na entidade com outro clube. A norma faz parte do Sistema de Licenciamento de Clubes, que reúne 34 medidas de governança aprovadas pela Conmebol e endossadas pela Fifa, incluindo o artigo 23 do estatuto, que prevê igualdade de gênero e estímulo ao Futebol Feminino.
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Segundo a regra, de maneira clara, todas as equipes da elite do Futebol precisam disponibilizar documentos sobre a equipe feminina antes do início da temporada seguinte. Ou seja, o Mirassol já estava atrasado.
De acordo com o regulamento da CBF, sem o cumprimento das exigências do licenciamento, o clube não pode disputar a Série A. No caso da Conmebol, a proibição se estende também às competições internacionais: Libertadores e Copa Sul-Americana.
Tendo isso em vista, o Mirassol se movimentou, cogitou até uma parceria com a Realidade Jovem, mas firmou a equipe feminina do clube, que se tornou oficial nesta sexta-feira (06). Além disso, o clube já havia anunciado a contratação de Rafaela Esteves, nova executiva de futebol do clube. A gestora é responsável pela estruturação do Departamento de Futebol Feminino das Leoas.
