A Seleção Brasileira é uma das únicas equipes entre as 10 melhores colocadas no ranking da FIFA que não conta com mulheres nas funções de técnica ou assistente. Com a nova regra de inclusão da entidade máxima do futebol, o Brasil, portanto, terá que se adaptar.
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Entenda a regra
Com o objetivo de ampliar a representatividade e a inclusão no comando técnico, a FIFA definiu que, a partir de 2026, todos os clubes e seleções de Futebol Feminino tenham pelo menos duas mulheres na comissão técnica, sendo obrigatoriamente uma treinadora ou assistente técnica.

Ranking FIFA
O Ranking Mundial Feminino da FIFA é organizado baseado no sistema de pontuação no modelo Elo, que adiciona ou subtrai pontos após partidas internacionais. Além disso, são considerados probabilidades, históricos e margens de gols. Atualizado em dezembro de 2025, estão entre as primeiras colocadas, respectivamente, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Japão, França, Suécia, Brasil, Canadá e Coreia do Norte.
Presença feminina no comando técnico
Entre as 10 primeiras colocadas no ranking, atualmente 4 seleções contam com treinadoras mulheres no comando, sendo elas a Inglaterra, Estados Unidos, Canadá e Espanha. Já entre as assistentes técnicas, apenas o Brasil não conta com uma mulher no cargo. Além disso, não há informações divulgadas sobre a comissão técnica da Coreia do Norte.

Adaptação do Brasil
“Eu achei ótima a decisão. Eu acho que existem decisões que aceleram os processos, né? Assim como foi aqui no Brasil, quando houve a obrigatoriedade e algumas pessoas eram contra, ‘ah, porque não precisa ser obrigado a ter o time feminino’, tal. Eu sempre me posicionei a favor porque, infelizmente, as coisas precisam dessas decisões para que sejam corrigidas mais rapidamente, onde um espaço mais justo seja ocupado de forma mais rápida e não só em discursos”, comentou o treinador.
No entanto, a equipe ainda busca uma assistente técnica para integrar a comissão do Brasil.
“Não escolhi ainda a minha auxiliar, tá? A gente vai escolher a cada Data FIFA. Acho que é legal também esse espaço, para que eu possa conhecer trabalhos. Obviamente a gente tem duas excelentes, aliás, três agora com a chegada da Bia, para a Sub-15, três excelentes treinadores aqui nas nossas categorias de base. Então acho que esse é o caminho, fiquei muito contente com a decisão e a seleção principal vai estar sempre aberta”, complementou Arthur Elias.
