Abril é o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para celebrar a neurodiversidade, a UEFA relembrou uma declaração de Lucy Bronze, defensora do Chelsea e da Seleção da Inglaterra. Depois de levantar a taça da Eurocopa Feminina de 2025, refletiu sobre o autismo e os motivos que a levaram ao diagnóstico tardio.
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“Muitas pessoas com autismo têm alguma obsessão. Para mim, é o futebol. Provavelmente, é por isso que continuo jogando em alto nível, mesmo depois dos 30. Quando eu era criança, acho que parte do motivo de eu nunca ter sido diagnosticada foi por causa dos estereótipos associados ao autismo”, declarou a lendária defensora.

Reprodução/Instagram @weuro2025
O diagnóstico
A inglesa revelou, em março de 2025, para a BBC, o diagnóstico de TEA e TDAH. Ela só recebeu essas informações em 2021, aos 30 anos de idade.
“Isso não mudou nada, essencialmente, mas foi revelador. Eu aprendi mais sobre mim mesma, entendi por que eu encarava algumas situações de um jeito diferente das outras pessoas ou agia de uma maneira diferente”, explicou.
Durante a entrevista, Lucy revelou que alguns aspectos do autismo eram, na verdade, seus pontos fortes.
”Eu sou super focada. As pessoas sempre dizem ‘você é super apaixonada pelo futebol’. Eu não tenho certeza se sou apaixonada. Eu sou obcecada. Esse é o meu autismo, é meu hiperfoco no futebol”, contou a defensora.
Além disso, a defensora atribui sua longevidade no futebol à neurodivergência.
”Algo que é muito bom para o TDAH e o autismo é o exercício. Ter esse foco, algo para fazer, continuar se movimentando. Treinar todo dia é maravilhoso pra mim. Algumas meninas dizem ‘você tem certeza que tem 33 anos? Você não para’. Todas as coisas que eu tenho por causa do autismo trabalharam ao meu favor”, concluiu a defensora.
Relembre a lendária carreira de quase 20 anos
Nascida em 28 de outubro de 1991, Lucy Bronze iniciou a sua carreira na temporada 2007/2008, onde atuou pelo Sunderland, da Inglaterra. Após passagem no Futebol Feminino Universitário dos Estados Unidos, a defensora retornou ao seu país de origem. Com poucas oportunidades no Sunderland, onde acertou o seu retorno à Inglaterra, ela aceitou jogar no Everton, onde viu a sua carreira deslanchar.
Após duas temporadas com a cor azul de Liverpool, ela chamou a atenção das Reds, onde ela foi jogar em 2012. Com duas temporadas e meia de muito sucesso, Lucy Bronze acertou com o Manchester City, onde jogou até 2017.
em busca de novas oportunidades na carreira, a defensora resolveu mudar de ares, onde foi morar na França e jogar pelo Lyon. Em duas temporadas e meia, a atleta somou 72 jogos, mas retornou ao Manchester City em 2019.
Apesar de quase estar chegando na casa dos 30, Lucy Bronze aceitou o desafio de atuar em uma dinastia, o Barcelona, onde ficou por dois anos, mas voltou à Inglaterra para atuar no Chelsea, em 2024, onde está até hoje.
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Títulos de Lucy Bronze
Com quase 20 anos de carreira, Lucy Bronze mantém uma média de mais de um título por temporada. Apesar de conquistar a taça da Finalíssima e da Eurocopa Feminina com a Seleção Inglesa Feminina, ela soma os principais títulos com os clubes por onde passou.
Ao todo, são cinco Champions Feminina, nove taças das ligas onde passou, dividido em três na França, quatro na Inglaterra e duas da Espanha. Ainda, para entrar na soma de taças, ela conquistou diversas copas por onde passou.
