O judiciário iraniano informou nesta segunda-feira (13) que as autoridades do país, que haviam apreendidos os bens da capitã da Seleção Iraniana Feminina, Zahra Ghanbari, liberaram os pertences da atleta, que pediu e retirou asilo na Austrália, durante a Copa da Ásia Feminina.
A capitã estava entre as seis jogadoras e um membro dos bastidores da equipe que haviam pedido asilo na Austrália, ainda em março, após jogar a Copa da Ásia Feminina e o início da guerra entre Israel e EUA x Irã.
Cinco deles, incluindo Ghanbari, mudaram de ideia e voltaram para casa junto com o restante da equipe, recebendo uma recepção de herói em uma cerimônia especial no centro de Teerã, capital do Irã.
Relembre o caso
Como ato de manifestação sobre os comandantes iranianos, seis jogadoras e um membro dos bastidores da Seleção Iraniana Feminina não cantaram o hino do país na estreia da Copa da Ásia Feminina. Assim, após o regime iraniano os considerarem “traidores em tempos de guerra”, os sete membros pediram refúgio na Austrália, país-sede da competição.

O governo australiano, incluindo o ministro do interior do país Tony Burke, chegou a conceder vistos humanitários, bem como escolta policial para garantir a segurança dos membros da Seleção Iraniana Feminina.
Em certo momento, até mesmo Zahra Ghanbari aceitou o asilo. Todavia, sob relato de forte pressão sob familiares da capitã, a atleta decidiu retirar o pedido e retornar ao país.
De acordo com a Agência Mizan, jornal iraniano, “os bens de Zahra Ghanbari, uma jogadora da Seleção Iraniana Feminina, que haviam sido apreendidos, foram liberados por decisão judicial. Ainda segundo a agência, a mudança ocorreu após “uma declaração de inocência após a mudança de comportamento dela”.
