A diretora global de futebol da Fifa e ex-treinadora, Jill Ellis, criticou as leis anti-LGBTQ nos Estados Unidos e comentou sobre a possibilidade da Copa do Mundo de Clubes acontecer no Qatar. A declaração da diretora reacendeu o debate sobre direitos humanos e segurança das jogadoras na competição.
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Jill Ellis
Jill Ellis é ex-treinadora, conhecida pelo seu trabalho com a Seleção Feminina dos Estados Unidos, equipe na qual conquistou dois títulos consecutivos da Copa do Mundo, em 2025 e 2029. Após se aposentar dos gramados, Ellis assumiu o cargo de diretora executiva de futebol da Fifa, sendo a primeira mulher a ocupar essa função.
Atualmente a diretora é responsável pela estratégia global do futebol, estrutura de competições e o desenvolvimento do Futebol Feminino no mundo.

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Em coletiva de imprensa, em resposta às críticas sobre a possibilidade do Qatar sediar o evento, Jill Ellis destacou o número de projetos de lei anti-LGBTQ+ nos Estados Unidos
“Existem mais de 500 projetos de lei nos EUA com legislação anti-gay. Isso foi no ano passado, quando comecei a pesquisar. Digo isso porque, de forma mais ampla, todos nós precisamos refletir sobre como podemos continuar a criar percepções diferentes”, disse a diretora.
“Acho que o esporte é um meio poderoso para isso. Essa é apenas a minha opinião pessoal. Garanto isso, mas também venho dos EUA. No momento, isso está sendo muito comentado. Sou muito cuidadoso para não atirar pedras em telhados de vidro. Certamente analisaremos todas as propostas que recebermos”, complementou Jill Ellis.
“O esporte tem uma capacidade incrível de transformar, educar e iluminar. Acho que quanto mais pessoas tiverem acesso a esse jogo incrível e virem mulheres jogando, melhor para todos. Essa é a minha opinião pessoal”, concluiu a ex-treinadora.



