Depois de dois dias de longos trabalhos focados na Seleção dos Estados Unidos, nesta terça-feira (15), a Seleção Brasileira Feminina Sub-20 finalizou a preparação para iniciar o mata-mata da Copa do Mundo da categoria. A Amarelinha entra em campo nesta quarta-feira (16), na Arena Katowice, em jogo válido pelas oitavas de final, às 10h, pelo horário de Brasília. Assim, Camilla Orlando analisou a fase brasileira e o duelo no mata-mata.
Para Camilla Orlando, técnica da equipe, a preparação para a fase eliminatória passa pela compreensão que momentos de dificuldade fazem parte de uma Copa do Mundo. Ainda invicto, a técnica ressaltou que o Brasil chega pronto para encarar diversos cenários e com a mesma mentalidade apresentada desde a estreia na competição.
“Eu acredito que qualquer adversário seria desafiador e a gente sempre soube disso. As atletas que já jogaram Mundiais destacaram que nenhum jogo seria fácil. Claro que estudamos nosso adversário para saber suas características, mas isso não muda. Para nós, qualquer jogo é como se fosse uma final desde a nossa estreia”, declarou.
Além da expectativa para o mata-mata, a treinadora também avaliou que a campanha da primeira fase teve papel importante na preparação do elenco para o momento mais importante do torneio. Brasil, Espanha, Coreia do Norte e Polônia são as únicas equipes com 100% de aproveitamento na competição.
“Aconteceu exatamente o que gostaríamos. Tivemos uma fase de grupos que nos preparou para diversas situações que podem acontecer em um mata-mata. Mas independentemente disso, precisamos manter no foco o que viemos fazer aqui”, disse.

Foto: Luciana Vermell/CBF
Brasil não tem boas lembranças dos duelos recentes contra os Estados Unidos
Apesar de ver o rival em má fase na Copa do Mundo Feminina Sub-20, já que ficou apenas na 3ª colocação do Grupo D, a Seleção Brasileira Feminina Sub-20 não tem vida fácil no duelo. Apenas em 2026, as duas equipes já se encararam em duas oportunidades.
No primeiro duelo em 2026, as norte-americanas venceram por 2 x 0. Já no segundo confronto, que ficou marcado pelo protocolo de paralisação por meio de raios, as equipes ficaram no 1 x 1.

Foto: Fábio Souza/CBF
Apesar do histórico recente, Camilla Orlando reforçou que o foco está no trabalho desenvolvido pela Seleção Brasileira desde o início do ciclo.
“Elas têm que continuar fazendo o que combinamos desde o início: manter o desejo pelo gol o tempo inteiro, muita disciplina tática, trabalho em equipe mantendo os valores do grupo em evidência e ter consistência, coragem e atitude. Vamos aproveitar que tivemos dois dias de treino em campo e manter o estamos fazendo desde o início do ciclo”, finalizou.
