Após herdar a vaga do Fortaleza na elite do Brasileirão Feminino, o Mixto comemora o oportunidade de jogar a elite nacional. O clube do Mato Grosso, que viu o acesso bater na trave no ano passado, foi beneficiado por conta da boa campanha.
E a diretoria da equipe comemora a vaga conquistada na principal divisão do Campeonato Brasileiro Feminino. O presidente da SAF do Mixto, Darileo Leal, destaca o feito como especial para todo estado mato-grossense.
“Eu realmente acho que é um momento ímpar, momento especial à Nação Mixtense, em especial. A torcida está feliz, até porque, desde que assumimos o Mixto, nosso objetivo sempre foi a elite do Futebol Feminino nacional. Isso nos dá muita responsabilidade e a responsabilidade de representar bem o nosso estado. Eu quero acreditar que é uma abertura de portas, é uma abertura de mercado para os demais acreditarem que é possível fazer boas equipes e ter como objetivo chegar ao topo”, disse em entrevista coletiva.

Reprodução/Instagram @novomixto
Com a vaga garantida pouco tempo antes do início do campeonato, o presidente explicou o planejamento que já estava sendo feito para buscar o acesso e, agora, a mudança para a disputa da elite.
“O clube estava se preparando para jogar a Série A2, que era o nosso campeonato. Nós já temos 19 atletas contratadas e a gente fez um investimento diferenciado, pois o nosso objetivo era subir para a Série A1. Então, contratamos várias jogadoras de nível A1 para jogar a A2 conosco. Avançamos bastante. Claro que ainda precisamos trazer algumas jogadoras um pouco fora da curva e estamos lutando contra o tempo. O calendário da A2 começaria de 14 de março, já o da A1 se inicia dia 12 de fevereiro. Então, nós temos menos de 30 dias para fazer o time completo. Nós vamos ter um time muito forte”, garantiu Leal.
Vaga herdada
Ainda em dezembro, o Fortaleza informou, após o rebaixamento do time masculino, que encerraria as atividades do Futebol Feminino. A equipe havia conquistado a vaga na elite, para disputar este ano a principal divisão do Brasileiro.
Por conta da repercussão, havia negociações para uma parceria com o R4, time feminino do Ceará do ex-zagueiro Ronaldo Angelim, para uma parceria. O acordo faria com que o Fortaleza disputasse os torneios femininos, por meio do R4.
Já agora em janeiro, já fora do prazo estabelecido, o Fortaleza enviou um documento confirmando a intenção de disputar a vaga. O clube, no entanto, teria perdido os prazos estabelecidos pela CBF para a confirmação da participação.

Com isso, o Mixto, que ficou em 6º na Série A2 do Brasileiro no ano passado, herdou a vaga, oficializando a participação no torneio.
“O Mixto foi legitimado pelo que produziu e conquistou no campeonato passado, se colocando como 6° colocado do Campeonato Brasileiro Série A2. Com a desistência de duas equipes da Série A1, essas vagas foram direcionadas ao 5° e 6° colocados. Neste caso, o Vitória e o Mixto. Eu acho que a CBF fez valer o regulamento, fez valer aquilo que era correto, ou seja, indicar as equipes que deveriam entrar nos lugares do Fortaleza e do Real Brasília”, declarou.
Com a oficialização do Mixto, o clube se junta ao Vitória como os novos participantes da elite do Brasileiro Feminino. A equipe baiana herdou a vaga do Real Brasília, que também desistiu da disputa da principal divisão do Brasil
