A zagueira e capitã Gislaine, do Fluminense Feminino, completou 100 jogos no Brasileirão Feminino no empate contra o Corinthians. A marca consolida a trajetória de uma atleta que construiu a carreira com regularidade, liderança e comprometimento dentro de campo.

No Fluminense desde 2023, a experiente jogadora falou sobre o significado da conquista: “Significa muito pra mim chegar aos 100 jogos pelo Brasileirão. Fico muito feliz de ter completado essa marca vestindo a camisa do Fluminense. Agradeço a Deus pela oportunidade de fazer aquilo que amo, à minha família, que sempre me apoiou e viveu comigo os meus sonhos, e a todos que contribuíram de alguma forma na minha carreira, fazendo parte da minha história.”
Trajetória por grandes clubes
Ao longo da carreira, Gislaine defendeu São José, Corinthians, Santos e São Paulo e acompanhou de perto as transformações do Futebol Feminino Brasileiro, tanto na estrutura quanto na visibilidade. Ela conquistou o Campeonato Brasileiro em 2018, pelo Corinthians. Anteriormente, venceu a Copa do Brasil em 2012, com o São José.

Sobre a evolução da modalidade, a zagueira relatou sua experiência como atleta: “Aos poucos vemos que o Futebol Feminino está evoluindo. É claro que ainda precisamos fazer muita coisa, mas acredito que, aos poucos, vamos conquistando nosso lugar no topo. Hoje o Fluminense nos dá uma estrutura e uma condição de trabalho que, no início da minha carreira, não existiam. O clube mantém um centro de treinamento em parceria com o CEFAN destinado ao Futebol Feminino, com campos bons, vestiários decentes e academia, o que nos dá todo o suporte para desenvolver um treinamento adequado e de qualidade.”

Do preconceito à expansão
Revelada pelo São José em 2008, a capitã relembra que o início foi marcado por dificuldades, preconceito e falta de investimento: “No início, tudo era mais difícil quando se tratava de Futebol Feminino. Era complicado até conseguir um campo decente para treinar. Muita gente tinha o preconceito de que o Futebol Feminino iria destruir o gramado. Havia poucas competições, ninguém divulgava nossos jogos e não transmitiam as partidas. Hoje contamos com um calendário mais cheio, mais estrutura nos clubes e condições melhores de trabalho, além dos meios de comunicação que transmitem nossos jogos e ajudam a divulgar nosso trabalho.”

Mesmo com os avanços, Gislaine afirma que o processo de crescimento ainda está em curso e projeta um futuro mais promissor para as próximas gerações: “Há, sim, uma grande evolução no Futebol Feminino, mas ainda precisamos avançar em muitas coisas. Tenho certeza de que essa nova geração um dia vai colher os frutos que plantaram lá atrás. Agradeço imensamente à Amanda Storck e ao Fluminense por todo o carinho e suporte que nos dão. É uma honra vestir essa armadura e ver o Futebol Feminino acontecer.” Finalizou a zagueira.

Agora com a expressiva marca de 100 jogos pelo Campeonato Brasileiro, Gislaine divide a conquista centenária com nomes como a atacante Cristiane e zagueira Débora. A camisa 11 rubro negra também chegou ao feito na partida entre Flamengo e Bragantino, na segunda rodada do Brasileirão.


