A permanência do América-MG na Série A 1 do Campeonato Brasileiro Feminino foi muito comemorada pelas jogadoras. Afinal, desde a primeira rodada o clube flertou com o rebaixamento. E apenas na última, com muita luta e drama, graças ao critério de saldo de gols, as Spartanas conseguiram se manter na divisão de elite nacional.
“Acho que a gente está muito feliz, muito emotiva e a gente tem que comemorar sim essa permanência, que foi suada. A gente pegou com tudo o que a gente tinha e é isso. Felicidade, agora“, disse uma das principais lideranças do elenco, Laís Giacomel.
A jogadora atuou parte deste Brasileirão como lateral-direita. Porém, na reta final da competição tornou-se atacante e marcou o gol de honra das Spartanas na derrota por 2 a 1 para o Red Bull Bragantino, neste sábado (22), pela última rodada do Brasileirão Feminino.
Mesmo com o resultado, o time mineiro conseguiu escapar do rebaixamento e terminou na 16ª colocação, com sete pontos (a mesma pontuação do Vitória). Entretanto, o time baiano sofreu o rebaixamento, pois, derrotado pelo Santos em Salvador pelo mesmo placar, ficou atrás na tabela de classificação no critério de saldo de gols.

Campanhas parecidas de América e Vitória
Em 17 jogos na competição, América e Vitória só venceram um, empataram quatro e perderam 12. As Spartanas marcaram nove gols e levaram 34, gerando um saldo negativo de 25 gols. Já as Leoas da Barra fizeram 15 gols, mas sofreram 45. Ou seja, o saldo negativo foi de 30 gols.
“A gente sai deste Brasileiro, graças a Deus, permanecendo (na Série A 1). Mais resiliente, mais forte, com muito aprendizado. A gente vai levar para a vida, nos tornou seres humanos mais fortes, então sou muito grata a todas as pessoas que estiveram comigo neste momento“, desabafou Laís Giacomel.
No elenco Americano desde 2024, a atleta completou, contra o Bragantino, seu jogo de número 60 pelo clube, com oito gols feitos no total, sendo três em 2026.
“Nos dois primeiros anos em que eu estive aqui, a gente bateu na trave para classificar entre os oito, quase chegamos às quartas de final. Foram anos maravilhosos. Neste ano a gente teve muitas dificuldades. Mas, não que isso não tornou o ano especial também. Tornou o ano especial dentro das dificuldades, a gente aprendeu muito“, refletiu Laís Giacomel.

