Estados Unidos domina retrospecto contra o Brasil. (Foto: reprodução/Instagram @___emilyfox)
Os Estados Unidos foram derrotados pelo na Neo Química Arena, garantindo a quinta vitória para a Seleção Brasileira. Fora de casa, a equipe estadunidense se mostrou incomodada com a pressão da torcida presente em São Paulo. Durante a preparação para o segundo confronto, a treinadora Emma Hayes destacou o ambiente do jogo e a necessidade de adaptação diante novos desafios.
Amistoso
As equipes se encontraram em São Paulo, neste último sábado (6), pelo amistosoda Data FIFA. Com altas expectativas para um confronto equilibrado, devido ao retrospecto da Seleção Estadunidense, a partida contou com o apoio da torcida brasileira, somando mais de 31 miltorcedores nas arquibancadas.
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Emma Hayes é conhecida pela sua experiência na modalidade, principalmente no comando do Chelsea, equipe que disputa torneios com recordes de público, como a final da Women’s Cup entre Chelsea e Arsenal, em 2018, que reuniu mais de 45 mil torcedores. Ainda assim, a técnica destacou o apoio e a energia do público brasileiro.
“Já comandei jogos contra o PSG, e aquela foi uma experiência marcante. Também treinei contra o Barcelona, no Camp Nou, e foi único. Mas isso aqui é diferente de qualquer coisa, eles vivem e respiram futebol. Este é o lado mais intenso, mas também o mais bonito. A torcida é fantástica, mas é preciso ter um bom desempenho diante de tudo isso”, comentou Hayes.
Treinadora dos Estados Unidos, Emma Hayes. (Foto: divulgação/USWNT)
Ajustes
Com as diferenças climáticas e culturais, a viagem para São Paulo e Fortaleza também ajuda a equipe a se preparar para desafios internacionais, além da Copa do Mundo de 2027, que acontecerá no Brasil. Questionada sobre dificuldades ou empecilhos durante a preparação, Hayes destacou a importância da rápida adaptação.
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“Minha experiência como treinadora me ensinou a aceitar tudo o que vier com as condições do jogo. Aceitar a torcida, a forma como o adversário joga, aceitar que talvez não tenhamos uma boa arbitragem em alguns momentos, que talvez o VAR não esteja a nosso favor. É preciso aceitar tudo isso e deixar para trás. A partir daí, devemos nos perguntar o que precisamos fazer melhor. Esse é o nosso trabalho: encontrar, taticamente, as soluções para evoluir”, destacou Emma.
Seleção dos Estados Unidos inicia semana de treinos no CT do São Paulo, no bairo Barra Funda. (Foto: reprodução/Instagram @uswnt)
Próximo confronto
As equipes se encontram novamente em Fortaleza, nesta terça-feira (9), na Arena Castelão, às 21h30. Após a derrota por 2 a 1, os Estados Unidos buscam a vitória na segunda partida e a experiência diante de grandes torcidas.
“Olha, não é pressão. Há uma beleza, é preciso reformular a maneira de encarar essa situação. Você aceita e abraça isso, essa é a mensagem mais importante. Muitas atletas já fizeram grandes jogos, este é apenas um jogo diferente. Por isso, não vejo isso como um problema para a equipe, vejo como uma oportunidade”, disse a técnica sobre a pressão da torcida.
Kerolin acredita na terceira vitória consecutiva contra os EUA – Lívia Villas Boas/Staff Images
Jornalista em formação pela PUC-Campinas, movida pela paixão pelo esporte feminino e pela música. Atua como setorista do Palmeiras Feminino no Campo Delas, do iG, destacando histórias e os bastidores do futebol feminino.