O dirigente do Flamengo, Bap, afirmou que o clube tem um prejuízo anual de R$ 11 milhões, o equivalente a R$ 1 milhão por mês, com o futebol feminino, ao criticar os valores pagos por direitos de transmissão das competições nacionais e a concentração das receitas nas mãos das emissoras, durante uma fala em que detalhou números, custos e a relação com a TV Globo.
Ao comentar os contratos de transmissão, Bap afirmou que os valores recebidos pelo Flamengo são baixos diante dos custos da modalidade.
“A gente ganha 480.000 pelo brasileiro, 480.000, 110.000 pelo brasileiro sub-20, 90.000 pela Copa do Brasil e esses outros valores ridículos que estão aqui. Isso é justo?”, questionou.
Bap reconheceu que o futebol feminino ainda não se equipara ao masculino em termos de audiência, mas afirmou que a diferença de receitas não pode ser tão grande.
“A audiência é crescente, tem relevância na TV aberta e fechada. Se compara ao futebol masculino? Não. Mas não pode ser essa diferença”, disse.

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Críticas ao modelo de transmissão e às emissoras
O dirigente também criticou diretamente o modelo de negócios adotado pelas emissoras, afirmando que os lucros com publicidade e marketing não são repassados aos clubes.
“TV fica com os lucros do pacote de marketing e não distribui aos clubes”, afirmou, antes de direcionar críticas à Globo.
Em tom mais duro, Bap disse que há cobrança pública sobre os clubes sem transparência sobre os valores pagos pelas emissoras.
“Então tem lá a nariguda da Globo que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol que não estimula. Dá vontade de chegar e falar: ‘Filha, convence a sua empresa a botar 10 milhões por ano, 20 milhões por ano em direito de transmissão, que aí a coisa fica melhor’”, afirmou.
Segundo ele, os custos da modalidade recaem integralmente sobre os clubes. “Quem é que tem que pagar as contas? Somos nós que temos que pagar a conta”, disse.
Na sequência, voltou a citar os números do Flamengo. “Flamengo bota 22 milhões no negócio. Perde 11 milhões por ano, perde 1 milhão por mês com futebol feminino. O dinheiro da transmissão fica todo com a Globo. É justo?”, concluiu.

