Rosana Augusto, técnica do Palmeiras Feminino, ao lado da goleira Kate Tapia, participou do Palmeiras Cast, podcast do time alviverde na última semana. Durante a conversa a treinadora citou sua adaptação no comando das Palestrinas e também destacou os principais desafios e perspectivas do Futebol Feminino no Brasil.
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Formação
A treinadora Rosana teve passagens marcantes à frente da categoria de base da Seleção Brasileira Sub-20. Em 2023, liderou a equipe na conquista do Campeonato Sul-Americano da categoria e, no ano seguinte, comandou o Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-20, disputada na Colômbia.
“É importante falar sobre isso porque a atleta do futebol feminino chega ao profissional muitas vezes sem ter passado por uma fase de iniciação, que é uma fase muito sensível. É ali, até o sub-13, que você trabalha repertório motor, cognição, base de movimento. Quando isso não é bem desenvolvido, a atleta chega nas categorias seguintes com lacunas difíceis de corrigir”, comentou a técnica sobre a importância das categorias de base no Palmeiras Cast.
“Existe uma cobrança muito grande sobre o futebol feminino, mas muitas vezes não existe a base necessária para sustentar esse nível de exigência. E o comparativo com o futebol masculino é injusto. O tempo de treinabilidade e de exposição ao treino dos homens é muito maior desde a infância”, complementou Rosana.

Desenvolvimento
Considerada uma das maiores jogadoras do Brasil, Rosana Augusto defendeu a Seleção Brasileira por 18 anos e atuou em clubes nos Estados Unidos e na Europa, como o Lyon, equipe francesa pela qual conquistou a Champions League na temporada 2011/12.
Além disso, a ex-jogadora foi medalhista olímpica de prata com a Seleção Brasileira em Atenas 2004 e nas Olimpíadas de Pequim 2008.
“Quando eu comparo a minha época com hoje, a diferença é um abismo. Hoje há mais estrutura, mais calendário, mais investimento, mais organização. Mas ainda temos espaço para evoluir, principalmente na base, para que as atletas cheguem cada vez mais preparadas ao profissional”, disse a treinadora.

Palmeiras
Rosana jogou pelo Palmeiras em 2019, pouco antes de encerrar a carreira como jogadora. No segundo semestre de 2025, em outubro, a ex-atleta retornou ao time alviverde, desta vez como treinadora, assumindo o comando da equipe palestrina. Desde então, construiu uma trajetória vitoriosa, conquistando todos os títulos das competições que disputou, como a Copa do Brasil, o Paulistão e a Supercopa.
“O fato de ter jogado no Palmeiras, entender a identidade do time, o fato de ter jogado com algumas atletas também, já ter trabalhado com outras enquanto treinadora, e elas estarem super abertas, receptivas, com atletas muito inteligentes, um staff todo preparado, que me recepcionou muito bem, encurtou o meu caminho aqui”, comentou a treinadora.
“O fato de ter sido ex-atleta também, de entender as dores que as jogadoras têm, de ter essa sensibilidade, de ir direto ao ponto. Acho que tudo isso agregou muito para que eu conseguisse chegar no Palmeiras e implementar um trabalho com pouquíssimos dias e já criar uma identidade em um curto espaço de tempo”, complementou Rosana.

