Um dia muito feliz. Foi desta forma que a Diretora de Futebol Feminino da Ferroviária resumiu o evento do novo Centro de Treinamento exclusivo para a modalidade. Nuty Silveira contou como foi o processo, que se iniciou em 2020 e declarou ser uma honra estar vivenciando tudo isso. Além disso, a mandatária relembrou de jogadoras que não tiveram acesso a este tipo de estrutura, mas que a nova geração vai poder ser ainda mais potencializada.
Planejamento vem desde 2020

Quem vê tudo isso acontecendo, nem imagina que o planejamento da Ferroviária começou em 2020. Foram quase seis anos do sonho sendo discutido e organizado. O pontapé inicial foi dado na última segunda-feira (26) e, de acordo com Nuty Silveira, é um marco histórico para o Futebol Feminino.
“É um sonho muito grande. Para quem estava no começo de tudo isso, de todo esse planejamento. Nós começamos essa conversa em 2020 e ela vai tomando corpo, forma e muitos debates. Então, ao longo desses anos, todo dia nós sonhávamos um pouquinho. E agora é um grande marco, porque de fato a gente concretiza que isso vai acontecer, que vai dar certo e que o futebol feminino de Araraquara merece, por ter investido desde 2001 e não ter parado em momento algum, sem ter qualquer obrigatoriedade, fazendo isso porque acredita”, falou.
Ter a prefeitura de Araraquara como parceira, assim como foi no início do projeto em 2001, também foi algo exaltado pela diretora. Assim como a Petrobrás o que, segundo Nuty, torna o CT ainda mais palpável.
“Fazendo isso com a prefeitura de Araraquara, que é parceira desde o início, com a Petrobras, que é a maior empresa do Brasil, sem dúvidas traz, também, um marco de um projeto organizado, bem estruturado, que acredita no futebol feminino, que quer potencializar e quer continuar crescendo, mostra que dá certo você continuar toda essa passagem. Então, hoje, é um dia muito feliz, de muita vitória, não só para todas as pessoas de Araraquara, de quem trabalha na Ferroviária, de todas as atletas que vivem isso diariamente, mas também para o futebol feminino em si, no Brasil. Eu, enquanto uma mulher, que já jogou futsal e futebol, que trabalha na Ferroviária e acredita em tudo isso, que sabe o grande potencial que tem de transformação social, estar vivendo isso me da uma grande honra e uma grande gratidão”, declarou.
Pioneiras e nova geração

Nuty Silveira não deixou de lembrar das pioneiras. Não só da Ferroviária, mas do futebol feminino nacional, que correram muito para que a nova geração pudesse desfrutar de outra realidade na modalidade.
“É muito enriquecedor ter Luciana, Daiane, Marta, Formiga, Luana, Andreia Rosa, tantas jogadoras de nível que jogaram aqui em Araraquara, mas também a nível nacional e mundial, que queriam ter esse espaço. Agora, poder proporcionar isto para nossas atletas é surreal. Talvez se falássemos isso há algum tempo, falariam que a gente estaria vivendo uma utopia. Então é muito grande e tenho certeza que as atletas vão desfrutar de um grande ambiente, de uma logística, uma rotina melhor. Essas meninas vão ser potencializadas. O que a gente faz aqui é dar continuidade em tudo que essas meninas batalharam, tudo que essas mulheres correram, buscaram ou fizeram por todas essas menininhas que estão aqui e agora vão poder viver. Então tenho certeza que elas vão fazer e correr o máximo para poder representar, também, muito bem nossa seleção brasileira. Que a gente possa sempre olhar para trás, mas crescer e dar muito orgulho para quem correu por nós lá atrás”, exaltou.
Capital do futebol feminino

Por ter o projeto mais longêvo de Futebol Feminino no Brasil, Araraquara sempre foi considerada a capital nacional da modalidade. Para a diretora da Locomotiva, o novo projeto chancela de vez esta alcunha.
“Araraquara, desde 2001, investe no futebol feminino. Com projeto social, depois fazendo parte da estrutura da Ferroviária, mas sempre um projeto que não tinha necessidade, não tinha uma obrigatoriedade. Faz porque quer, porque entende o potencial de transformação que tem. Entende o quanto as mulheres precisam deste espaço e podem também ocupá-los. Então agora, na verdade, é como se fosse a chancela. Antes já fazíamos muitas coisas, conquistamos vários títulos, desenvolvemos. Somos um projeto que mais tem atleta e que mais participa de competições a nível nacional. E agora, de fato, coloca nosso pezinho e fala: aqui tem um local exclusivo para as mulheres e meninas praticarem futebol. Aqui é a capital”, finalizou.
