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Home » Últimas notícias » Duelo contra o Santos rendeu apelido de Guerreiras à Ferroviária
Brasileirão Feminino

Duelo contra o Santos rendeu apelido de Guerreiras à Ferroviária

Em 2010, um trio de jornalistas de Araraquara, concedeu o apelido de Guerreiras Grenás à Ferroviária, que é usado até os dias atuais.

Jonatan Dutra
7 meses atrás
4 Min de Leitura
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A "Guerreira" marca presença em todos os jogos da Ferroviária na Fonte Luminosa. Foto: Jonatan Dutra.

Nos anos de Futebol Feminino no Brasil, Santos e Ferroviária já travaram inúmeras batalhas gigantes. Entre tantas histórias no confronto, uma delas chama a atenção. Foi em um duelo entre as duas equipes que a alcunha de “Guerreiras Grenás” foi atribuída à Locomotiva. Apelido, este, que pegou e o clube usa até os dias atuais. Quem concebeu tal codinome foram três jornalistas que cobriam o dia a dia da instituição em 2010. O Campo Delas relembra como foi que tudo aconteceu.

Como começou

Os responsáveis pela alcunha: Carlos André de Souza, Felipe Santilho e Marcos Chiochinni.

O dia 11 de setembro de 2010 foi o marco zero disso tudo, em uma partida do Campeonato Paulista entre Ferroviária e Santos, em Araraquara (SP). Três dos jornalistas que acompanhavam o dia a dia do clube estavam nessa partida: Carlos André de Souza, do jornal O Imparcial, Marcos Chiochinni, da equipe de rádio Os Campeões da Bola, e Felipe Santilho, do jornal Tribuna Impressa. São eles, assim, os “culpados” pelo apelido que pegou entre os torcedores.

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Naquela época, o Santos era o clube que mais investia e que tinha o melhor time de Futebol Feminino. As Sereias da Vila chegaram para a partida com 18 vitórias em 18 confrontos. O jogo era, portanto, muito difícil para o time afeano, que passava por algumas dificuldades estruturais. No entanto, mesmo com problemas, o elenco da Ferroviária bateu de frente com as adversárias. A partida terminou empatada em 2 a 2, com a Ferroviária jogando melhor e o então técnico da equipe, Paulinho Taiúva, lamentando o empate.

Mas se não foi como ele esperava, a cidade conhecia ali um novo apelido que não só estampou a capa e as manchetes dos jornais de Carlos André de Souza e Felipe Santilho, mas também começou a ser utilizado nos programas da rádio de Marcos Chiochinni.

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A escolha aconteceu após alguns nomes passarem pela cabeça dos setoristas. “Guerreiras da Arena” e “Guerreiras da Fonte” foram os primeiros cogitados. Porém, o escolhido foi “Guerreiras Grenás”, que traz a valentia do time nas partidas junto à cor grená, característica do clube.

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Elenco que estava na partida contra o Santos em 2010. Foto: Carlos André de Souza.

LEIA MAIS: Ferroviária completa 2 jogos sem tomar gol no Brasileirão

Do apelido à mascote

Guerreira preta, forte e empoderada. A alcunha, enfim, materializada. Foto: Jonatan Dutra

Marcada pelo pioneirismo desde sua fundação em 2001, a equipe feminina da Ferroviária, recentemente, tirou do papel a mascote do time. A mascote “Guerreira” teve sua primeira aparição no dia do aniversário de 75 anos da Locomotiva, em 12 de abril de 2025, na partida contra o São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro Feminino. O primeiro esboço, no entanto, foi feito em 2020, pelo cartunista e jornalista Carlos André de Souza, o mesmo que participou das sugestões para o apelido. De acordo com ele, a inspiração foi a goleira Luciana, um dos maiores nomes da história da Ferroviária – se não for o maior.

Quando apareceu para a torcida pela primeira vez, a mascote estava redesenhada pelo designer gráfico Henrique Nascimento. Carregava um escudo forjado em aço de Locomotiva, que simboliza resistência e transformação.

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TAGGED:Ferroviária Femininofutebol femininoGuerreiras GrenásSantos Feminino
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Jonatan Dutra
PorJonatan Dutra
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Jonatan Dutra é jornalista formado pela Universidade de Araraquara (UNIARA). No Campo Delas, escreve sobre o dia a dia da Ferroviária. Jornalismo é uma paixão e contar histórias é o que faz o coração pulsar. Um apaixonado pelo futebol feminino.
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