Lucas Piccinato, técnico do Corinthians | Crédito: Divulgação/Conmebol/Staff Woman Images
O Corinthians inicia nesta quarta-feira (28) um capítulo inédito de sua história no Futebol Feminino sul-americano. Em Londres, o time enfrenta o Gotham, às 9h30 (horário de Brasília), pela primeira semifinal da Copa das Campeãs Feminina da FIFA.
Depois de gabaritar os títulos nacionais e continental, as Brabas do Timão chegam em uma competição que reuniu campeãs de diferentes continentes. Para o técnico Lucas Piccinato, o momento representa mais do que uma semifinal: é a chance de mostrar o projeto esportivo do clube paulista para o mundo.
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A vitória garante vaga na final do torneio e mantém vivo o sonho de conquistar o primeiro título intercontinental da modalidade, que será decidido em jogo único no dia 1º de fevereiro.
Piccinato afirma que, fora do Brasil, o favoritismo costuma recair sobre equipes europeias e norte-americanas, principalmente pelo aporte financeiro e pela estrutura das ligas. Ainda assim, o técnico acredita que o Corinthians pode surpreender.
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“A gente quer sair daqui com um grande resultado: chocar o mundo, porque eu acredito que todo mundo talvez tenha na cabeça que as equipes favoritas são a norte-americana e a europeia, por terem a condição financeira elevada”, disse.
Segundo o treinador, o objetivo da participação vai além de competir. A ideia é mostrar que o Futebol Feminino brasileiro tem se desenvolvido bem e tem equipes à altura.
“A gente quer mostrar nossa qualidade, o futebol brasileiro que a gente tem e sair daqui com um grande título. Acho que isso pode ser a maior conquista da história do Corinthians”, completou.
Lucas Piccinato comemorando título da Libertadores Feminina de 2025 com o Corinthians | Crédito: Divulgação/FIFA
Jogo intenso e necessidade do mental
O técnico também pede atenção para o nível de técnica e intensidade que se espera no confronto. Para ele, o Corinthians precisa estar preparado para diferentes cenários ao longo da partida, inclusive para um jogo que pode se encaminhar para a prorrogação e penalidades.
“A gente tem de estar mentalmente pronto para todos os duelos. Para fazer um jogo de 100 minutos, que tem uma intensidade diferente das que a gente joga no Brasil”, explicou.
“Temos de estar prontos para todas as possibilidades que o jogo pode trazer, seja sair à frente, seja sair atrás do placar, seja virar o placar com 0 a 0 e enfrentar todos os duelos mentais dentro do jogo. Criar uma boa estratégia e estar mentalmente forte têm o mesmo peso”, completou.
Experiência inédita vista como motivação
Mesmo diante ao grande desafio que é enfrentar o Gotham, Piccinato vê a participação na Copa das Campeãs como um privilégio para o elenco paulista.
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“É um desafio que tira a gente da zona de conforto, mas ao mesmo tempo é delicioso viver tudo isso. Enfrentar grandes equipes de continentes diferentes nos faz querer tirar o nosso melhor”, avaliou.
Desde 2017, o Corinthians conquistou sete Campeonatos Brasileiros e seis Libertadores, colocando um patamar diferente na América do Sul.
“Vai ser com certeza uma experiência mágica para que a gente possa aprender, viver, vencer e trabalhar da melhor forma para sair daqui com um grande título”, concluiu o treinador.
Jornalista em formação pela FAM. Atua como redatora e setorista do Corinthians Feminino no Campo Delas, do portal iG. Apaixonada por esportes e pela escrita, busca trazer o dia a dia e histórias que vão além do placar.