Ivana Fuso é um dos nomes mais experientes do Futebol Feminino brasileiro quando o assunto é vivência internacional.
Nascida na Alemanha, filha de mãe brasileira e pai italiano, ela poderia ter defendido três seleções diferentes: Brasil, Itália ou Alemanha. Entrentanto, seu coração falou mais alto, e as cores verde e amarelo chamaram sua atenção.
Início de tudo
Foi no futebol alemão que a pequena Ivana iniciou sua formação e chegou às categorias de base, incluindo convocações para seleções juvenis.
Já na carreira profissional, a jogadora passou por diferentes times do futebol europeu. Ela vestiu as camisas de FC Basel, da Suíça, de Manchester United, da Inglaterra, de Bayer Leverkusen, da Alemanha, e de Birmingham City, também do futebol inglês.
De volta ao Brasil
Em julho de 2025, Ivana foi contratada pelo Corinthians e passou a viver um novo momento na carreira.
“Eu estava na Inglaterra e poderia ter ficado lá, mas surgiu a oportunidade no Brasil [de jogar no Corinthians] e eu queria voltar para a seleção, alemã ou brasileira – mas meu coração é mais pro Brasil que para Alemanha. Como não tive frequência de jogos lá fora, acabei vindo. Era um sonho meu voltar”, disse a jogadora.
Pelas Brabas do Timão, a “gringa”, como é chamada pelas companheiras, assume uma função diferente sob o comando da técnica Emily Lima: ela sai do ataque e também passa a atuar como lateral. A mudança repentina colocou a atleta no radar do técnico Arthur Elias, da Seleção Brasileira.
Ivana esteve no período de treinamento em Itu (SP), entre os dias 15 e 20 de junho.
“Hoje estou jogando como lateral no Corinthians, posição bem diferente da minha, de atacante. Essa convocação [de treinos fora Data FIFA] é bem legal para entender o estilo do Brasil, conhecer e estar mais próxima do Arthur e das jogadoras que podem estar na Copa ano que vem”, ressaltou.
A jogadora voltou à vestir a Amarelinha após a última participação em 2023. Agora, ela voltou a ser observada de perto na preparação para ciclos importantes, incluindo a Copa do Mundo. E notou diferença.
“No clube, a gente marca em zona, não fica no duelo, seguindo a jogadora adversária. Fisicamente, temos que ser fortes”, comparou a agora lateral do Corinthians.
Experiências que agregam
A vivência fora do país trouxe muito para Ivana, inclusive a versatilidade em campo. Aos 25 anos, ela pode atuar nas laterias, de ala e também de atacante – como jogou quase a vida toda.
“Da Alemanha eu trago a disciplina e o tático de jogo rápido, menos toques na bola, maior profundidade, ler os passes, saber onde vai a bola”, acrescentou a jogadora.
Já fora das quatro linhas, o assunto é diferente. Questionada sobre o que a faz estar lutando pelo Futebol Feminino e buscando sempre mais, ela responde com o coração.
“Filho muda tudo, o pensar, o estar e o ser. Você quer ser sua melhor versão. Tudo que eu faço é para ele”, comentou a mãe do Romeu, de quase um ano de idade.

