O Campo Delas, do iG, bateu um papo exclusivo com a jovem atacante Thalita, do Atlético Mineiro. Ela chegou ao clube no ano passado com vontade de fazer história. E vem conseguindo, pois, logo na primeira temporada, ajudou o Galo a subir para a Série A1 do Campeonato Brasileiro.
Além disso, na atual temporada, a jogadora veloz e habilidosa fez um gol no clássico contra o arquirrival Cruzeiro, na terceira rodada do Brasileirão Feminino. No entanto, o time ainda não decolou na competição nacional. Está em 15º lugar, com 4 pontos: uma vitória, um empate e quatro derrotas.

Carreira de Thalita
Nascida no Rio de Janeiro em 17 de junho de 2001, a atleta tem 24 anos. Antes de se transferir para o futebol mineiro, venceu três títulos estaduais: um para cada clube em que passou na carreira (Audax, Flamengo e Juventude).
Aliás, as “Gurias Jaconeras” fazem parte de um capítulo à parte – e muito importante – na vida da atleta. Afinal, Thalita se tornou a maior artilheira do clube do Rio Grande do Sul. Assim, foram nada menos do que 28 gols em 39 partidas, entre 2023 e 2024.

As boas atuações garantiram a ela o convite do Atlético Mineiro em janeiro de 2025. Posteriormente, o clube a procurou para uma renovação contratual, já feita em outubro do mesmo ano. Logo, a atleta fica nas Vingadoras até o final de 2027 e terá ainda mais tempo para dar alegrias à torcida alvinegra.
Entrevista com Thalita: início
1 – Por gentileza, conte um pouco do seu início no Futebol Feminino. Como você descobriu que queria ser jogadora?
Descobri jogando na rua com os meninos e, desde então, esse era o meu objetivo.
2 – Você é jovem, tem apenas 24 anos, mas já passou por outros clubes como Flamengo, Audax e Juventude. Conte um pouco da sua carreira.
Foi uma trajetória muito intensa, desafiadora e muito objetivos conquistados. Foi aonde eu comecei a conseguir ter mais facilidade de aprender e ter mais conhecimento no futebol. E que hoje me faz ser uma atleta melhor e com mais experiência.
3 – No Juventude, em 2023 e 2024, você se tornou a maior artilheira do clube – 28 gols em 39 partidas. Na sua opinião, qual foi o diferencial para você fazer tanto sucesso por lá?
O diferencial foi que eu tive boa relação com o clube e conseguia jogar de uma forma livre, que o treinador me dava essa liberdade.
Chegada ao Galo
4 – E como foi o convite para defender o Galo? E os primeiros meses com a camisa alvinegra?
Minha assessoria falou sobre o convite e eu aceitei na hora. Vi que era uma oportunidade ótima de vestir a camisa do Galo, fazer história e honrar o escudo do clube.
5 – Você já renovou o contrato com o Atlético e fica até o final de 2027. É um sinal de que a parceria com o clube tem funcionado bem para os dois lados, né?
Com certeza, é um ambiente bom e tranquilo.
6 – E a campanha no Brasileirão Feminino de 2026, em que pontos o Atlético pode melhorar?
Estamos trabalhando bastante para que tenhamos melhores decisões na parte ofensiva (ataque), para o desempenho ser melhor na competição.
7 – O próximo adversário é um time que eliminou o Atlético na semifinal da Série A 2 em 2025. O Santos está engasgado?
Engasgado não, mas ficaram lições do jogo. Não podemos cometer os mesmo erros.
8 – Você marcou um gol contra o Cruzeiro, no último clássico. E tem sido titular. Quais características suas, de estilo de jogo, te credenciam para permanecer entre as 11 titulares das Vingadoras?
Maiores características: drible, velocidade e comportamentos que ajudem na parte defensiva e ofensiva do time.
9 – Como avalia o trabalho da sua treinadora no Galo, a Fabi Guedes?
É um trabalho bem organizado, com confiança e muito trabalho. Ela sempre busca o melhor das atletas e isso faz com que tenhamos melhores desempenho.
10 – Pode mandar um recado para a torcida?
Olá, massa atleticana. Venham acompanhar as Vingadoras nos jogos e podem esperar um time que vai lutar até o fim.

