Com a presença de autoridades e ex-jogadoras de Futebol Feminino. Salvador recebeu um evento nesta quarta-feira (24), em frente a Arena Fonte Nova para marcar os 365 dias para Copa do Mundo de Futebol Feminino. A capital baiana é uma das oito cidades sedes da competição e o estádio receberá partidas da Copa do Mundo de 2027.

A Copa do Mundo Feminina vai atrair os olhares do mundo inteiro para o Brasil. A competição contribui com o crescimento do Futebol Feminino e fortalece a economia. Chefe de gabinete da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Patrícia Barreto, destacou as oportunidades que o Mundial proporciona.
“Para que mulheres não só estejam em campo, mas que elas estejam atuando em todos os espaços, participando ativamente no combate à violência de gênero, na autonomia financeira, que sejam também oportunidade que elas tenham acesso ao mercado de trabalho e que daí a gente possa ter cada vez mais mulheres narrando jogos, participando ativamente em campo e em todos os negócios que circulam, que a gente sabe que é uma grande oportunidade também de circulação de recursos e que elas possam ganhar também fora do campo.”
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O diretor-geral da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb) Vicente Neto, contou que além da Arena Fonte Nova, outros equipamentos da Bahia podem ser utilizados durante a Copa do Mundo.
“O Barradão, o estádio de Pituaçu, outros equipamentos do estado estão sendo vistos também, porque é preciso diversificar, não concentrar apenas na capital e é preciso que essas seleções circulem, invistam, gastem também nos outros municípios pra que a economia circule. Tenho certeza que vai ser uma grande Copa do Mundo, e estamos aqui já na torcida pra que tenhamos aqui um grande evento, com grandes partidas, estádio cheio e as mulheres mostrando que elas fazem a diferença também em campo.”

Ações que fortalecem o Futebol Feminino
Ex-jogadora de futebol e gestora do Remo, equipe de Salvador Ira Pereira atua com o Futebol Feminino na Península de Itapagipe há quase 30 anos. Enfatizou o fomento a modalidade e as possibilidades de atuações oferecidas.
“Porque o futebol feminino nunca foi só futebol nunca foi e nunca vai ser, não só o futebol feminino, mas é transformação, é você oportunizar para que as meninas que hoje trabalham e querem jogar futebol tenham a oportunidade de estar nesse ambiente sem necessariamente estar dentro do campo, que não precisa estar só dentro do campo e é por isso também que a gente está sempre falando sobre essa questão da gestão, que não é só ser gestora de futebol, mas ser uma treinadora, ser árbitro, e nós estamos hoje unidas para oportunizar essas mulheres a estar onde elas quiserem estar, porque o trabalho é fomentar o futebol feminino e colocar as mulheres onde elas precisam, onde elas querem estar.”
A treinadora Rosane Oliveira falou ao Campo Delas do iG, como projetos e iniciativas vêm impulsionando o Futebol Feminino na Bahia e criando novas oportunidades para meninas e mulheres.
“A minha expectativa é que a copa deixe um legado. É uma batalha, mas vale a pena, ver a nova geração, chegando no futebol feminino. A gente tem a nossa Copa Loreta Valadares, que nessa edição teve sub-15, sub-17, adulta, e a gente viu crianças realizar sonhos de colocar uma chuteira, uma chuteira de verdade, não tem isso, e estar dentro de campo e jogar futebol. Então só ver isso tudo acontecer e saber que tá tão perto da nossa aqui no Brasil, aqui na Bahia, isso aí não tem preço, isso aí não tem nem palavras. Eu vivi numa época onde o Futebol Feminino era proibido, que era luta. Não achei que iria chegar esse nível futebol que tá chegou hoje de poder sobreviver como jogadora, você sobreviver como treinadora. Hoje vivemos um sonho.”


