A 321 dias da Copa do Mundo Feminina, que acontecerá no Brasil em 2027, os preparativos para o maior evento da modalidade já estão em andamento. Em busca de deixar um legado após o Mundial, atletas, federações e organizadores se preparam para entregar a primeira Copa do Mundo Feminina na América Latina.
Como será a Copa do Mundo de 2027
O Mundial será distribuído em oito cidades-sede e receberá 31 delegações, além da Seleção Brasileira, como anfitriã. Mantendo o formato de 32 participantes, adotado desde a edição de 2023, o principal desafio do evento é construir um legado e combater o preconceito diante do futebol feminino. A Secretária Extraordinária da Copa do Mundo Feminina de 2027, Juliana Picoli Agatte, comentou no Summit Mulheres nas Profissões sobre a importância da preparação para o campeonato.
“É uma Copa que é como se a gente olhasse como uma grande plataforma. O que é essa grande plataforma? Ela não é apenas a realização do grande evento, que a gente sabe que tem um padrão de excelência e que vai acontecer. Mas é também esse momento prévio e o momento depois que a gente conversa sobre ele. Então, quando a gente fala dessa Copa e dessa plataforma, a gente está falando de reconhecimento e a gente está falando de reparação”, destacou Juliana.

Futebol Feminino no Brasil
Além de celebrar o primeiro grande evento de futebol feminino no país, a Copa do Mundo também relembra a trajetória da modalidade no Brasil. Durante 38 anos, o futebol feminino foi proibido por lei, impactando diretamente o desenvolvimento e a evolução do esporte. Assim, Juliana Picoli Agatte também destacou como o Mundial representa uma reparação histórica.
“Reparação porque a gente teve 40 anos, quase 40 anos de proibição. Isso significou muita resistência, que muitas mulheres jogadoras, muitas atletas resistissem para que hoje a gente pudesse falar de Copa do Mundo aqui. Então, a gente reconhece, repara, mas ao reconhecer a gente tem que projetar, projetar para o futuro. E projetar para o futuro é deixar legado duradouro. Então, quando a gente fala de legado, a gente fala da necessária profissionalização do futebol feminino”, complementou a secretária na palestra pelo Summit Mulheres nas Profissões.

