O ex-jogador e empresário Raí mais uma vez se vestiu a camisa do Futebol Feminino. O embaixador e acionista do time feminino francês Paris FC, defendeu que o papel da modalidade é fundamental para combater o machismo. No último sábado (11), um jogador fez uma declaração preconceituosa contra a árbitra Daiane Muniz.
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Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, o atleta refletiu sobre como o machismo estrutural ainda afeta diretamente o Futebol Feminino. Na visão do ex-jogador, a modalidade segue em crescimento.
“O papel do Futebol Feminino é muito importante para essa causa contra o machismo. Você sabe que o Futebol Feminino, se separar do Futebol Masculino, é o esporte que mais cresceu nos últimos dez anos em audiência, em patrocínio. Ainda está longe de ser o que o masculino é, mas não deixa de ser um empoderamento”, disse Raí. A própria Marta fala assim: ‘Eu não tive referência’. Ela se tornou a referência, completou.
O ex-jogador também comentou as falas do jogador do Red Bull Bragantino após a eliminação do time para o São Paulo, no Paulistão Masculino. Na ocasião, o atleta criticou a Federação por ter escolhido uma árbitra mulher para o jogo da fase de mata-mata.
“O futebol tem uma importância até para apontar essas manifestações machistas e ridículas. E para que isso não se repita, para que os outros jogadores, mesmo que sejam machistas, pelo menos que fiquem quietos”, opinou Raí.

Educação e esporte contra o machismo estrutural
Durante a entrevista, comandada pela apresentadora Cissa Guimarães, o ex-atleta também argumentou que a educação aliada ao esporte tem papel importante no combate ao machismo estrutural no Futebol.
“Na Fundação Gol de Letra sempre foi 50/50%. A gente tenta, claro, pois tem atividades que chamam mais atenção de mulher, outras mais de homem , mas a gente sempre abre 50% e tenta colocar junto. Essa geração que cresceu nas nossas atividades praticando esporte misto, a relação dos meninos com as meninas é de respeito. Você usar a ferramenta do esporte para trabalhar, para fazer atividades mistas e estar acostumado a se relacionar de forma igual, forma uma geração que vai ter outra postura”, completou.
No fim de 2025, o ex-jogador acompanhou uma partida entre o Real Madrid e Paris FC, pela Champions League Feminina. Ídolo do PSG, Raí é embaixador e acionista do “irmão da capital francesa” Paris FC.

