O Bahia fez, nesta temporada, a melhor campanha no Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. Após o jogo de volta da semifinal, o técnico Felipe Freitas analisou o desempenho das Mulheres de Aço na competição.
“É óbvio que nós gostaríamos de classificar, mas, para mim, é motivo de orgulho. A chance de classificação para a final era de 18 equipes, apenas quatro chegaram. Bahia foi uma delas. E eu acredito que muitos de vocês, lá no início, não tinham essa convicção. Convicção que eu tinha, que meu staff tinha e as atletas também compraram essa ideia de que nós chegaríamos. Foi bem difícil, sabíamos das dificuldades. Nós chegamos em mais uma quarta de final, agora em uma semifinal. Isso mostra já uma constância do nosso trabalho, o que é muito importante. Então, é a segunda semifinal nacional. Temos agora mais uma quarta de final, muito em breve.”
O técnico das Mulheres de Aço destacou o orgulho que sente pela conquista do Bahia Feminino no Brasileirão Feminino 2026, mas pontuou os desafios da temporada.
“É óbvio que tem um pesar, nós queríamos mais, sabíamos da capacidade, mas eu não consigo deixar um pingo de pesar. E eu não consigo não olhar com orgulho dessas atletas guerreiras, dessas atletas que souberam se reinventar numa competição dificílima e, acredito eu, que é o Campeonato Brasileiro mais competitivo de todos os tempos.”
O técnico projetou os próximos desafios
Felipe Freitas projetou a partida de quinta-feira (24), pelo Campeonato Baiano de Futebol Feminino. O comandante das Mulheres de Aço também falou sobre a Copa do Brasil Feminina e a preparação para a temporada 2027.
“Não é cedo para pensar no ano que vem. O Bahia pensa muito a médio e longo prazo e, então, a construção é sistêmica. Nós estamos jogando hoje, nós já temos o planejamento para daqui três dias, o Campeonato Baiano. Nós já estamos há um tempo estudando o adversário da Copa do Brasil e treinando esses elementos. E, sim, já estamos olhando o mercado, já fizemos contratações, já trouxemos atletas. Recentemente, a Érica foi anunciada pela gente. Então, eh, tudo é muito sistêmico, não tem como ser algo cartesiano só aqui ou só o ano que vem. Eu vejo que ficam muitos aprendizados. Talvez o maior deles é que hoje o Bahia é um dos times grandes do futebol nacional e é óbvio que ainda precisamos pelejar bastante.”
