Em uma cobrança firme e direta, a craque Formiga defendeu a necessidade urgente de uma reformulação completa na gestão do Futebol Feminino no Brasil. Uma das pioneiras da modalidade, criticou a postura da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A ex-jogadora destacou que a falta de profissionalismo e de liderança impede o desenvolvimento pleno do esporte no país.
Para Formiga, a CBF precisa assumir o protagonismo na mudança de postura que os clubes também se sintam compelidos a evoluir. As declarações foram dadas durante entrevista à um programa da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
“Só que se a Confederação continuar tratando o Futebol Feminino como amador, fica difícil, porque os clubes vão seguir na mesma linha. A Confederação tem que dar o primeiro exemplo, e assim vamos sair da sombra do masculino”, disse a atleta durante a conversa.
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A ex-jogadora enfatizou que a mudança de regras e liderança pelo exemplo são os primeiros passos indispensáveis para o crescimento do Futebol Feminino. Muito além de discursos teóricos, Formiga propôs medidas práticas e administrativas para impulsionar o esporte.
Medidas para acelerar o crescimento
De acordo com a pioneira, a modalidade se provou economicamente viável e capaz de gerar receita, mas ainda é preciso de autonomia em alguns setores. Para ela, é preciso que o clube tenha um CNPJ próprio para a modalidade, assim como a área de recursos humanos específica para gerir as profissionais.
A ex-jogadora acredita que essa descentralização administrativa daria mais autonomia e credibilidade ao Futebol Feminino, pavimentando o caminho para a atração de novos patrocínios privados, uma vez que o interesse do público e das marcas é visível e crescente.
A pioneira reforçou ainda que o Futebol Feminino não pode ser contentar com o patamar atual sobre o pretexto de que “já passou o que tinha que passar”. A exigência é de renovação total e imediata, com as atletas sendo tratadas com o respeito e profissionalismo que merece.
Formiga também aproveitou para desabafar contra o preconceito e descaso que ainda barram a evolução da categoria. Ela rebateu as narrativas que rotulam as exigências por direitos básico e melhor infraestrutura como “mimimi”.
