O Instituto Kang Women’s, vinculado à Federação de Futebol dos Estados Unidos, anunciou duas pesquisas inovadoras, com o intuito de promover a saúde e o bem-estar, das jogadoras do Futebol Feminino.
Em parceria com a Universidade da Carolina do Norte de Chapel Hill, é o primeiro estudo a examinar como o monitoramento do ciclo menstrual pode ser efetivamente integrado aos ambientes de alta performance do ”mundo real”.
O trabalho do Instituto Kang Women’s
Em 2026, a empresária Michele Kang e a U.S. Soccer anunciaram o lançamento do Kang Women’s Institute (KWI). O objetivo do instituto é fazer com que as mulheres tenham seus próprios protocolos de treinos, pois, nos dias de hoje, toda a estrutura de treinos é baseada na fisionomia dos homens. E, com isso, o número de lesões de mulheres no Futebol Feminino vem aumentando.
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O KWI começou com um investimento histórico, de US$ 55 milhões (aproximadamente R$ 280 milhões, na cotação atual). Assim, foi possível viabilizar dois estudos pioneiros que prometem redefinir a metodologia dos treinos, tanto em clubes como em seleções. O novo método pode prevenir lesões mais sérias como, por exemplo, a do Ligamento Cruzado Anterior (LCA).

O fim do “padrão masculino”
Por muitos anos, a ciência esportiva ignorou o corpo feminino. O primeiro estudo anunciado pelo KWI foca no monitoramento do ciclo menstrual e na integração ao treinamento. Diferente da abordagem tradicional, que praticamente ignorava as flutuações hormonais, a pesquisa busca entende como ajustar as cargas de treino, as dietas e o tempo de recuperação conforme as fases do ciclo menstrual de cada atleta.
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Especialistas apontam que essa personalização é umas das principais chaves para reduzir as lesões graves nas atletas de alto rendimento.
“Não estamos apenas financiando pesquisas. Estamos criando um novo padrão ouro para o esporte global.” afirmou Michele Kang durante o anúncio.

O impacto para o futuro do Futebol Feminino
O KWI também vai investigar por que as meninas deixam o futebol. O foco da pesquisa está em criar ambientes que acolham as jogadoras e que ofereçam um suporte especializado, assim garantindo que a próxima geração não se perca pelo caminho pela falta de infraestrutura.
Dados globais mostram que meninas abandonam o esporte na adolescência em uma proporção muito maior que os meninos.
“A pesquisa vai gerar insights poderosos sobre como fatores biológicos, sociais e ambientais se cruzam, o que nos permitirá identificar onde os sistemas de suporte não estão chegando e onde intervenções podem ser feitas para manter as meninas no futebol”, disse Jessica Freemas, líder da pesquisa “Hers to Play”.


Esperamos futebol feminino mude de patamar!