O Fortaleza anunciou a descontinuidade da equipe de Futebol Feminino no dia 29 de dezembro de 2025. A decisão do clube foi vista pelos torcedores e pela comunidade futebolística com maus olhos, após uma histórica campanha das Leoas do Pici.
A diretoria do clube afirmou que adotou essa medida para cortar gastos devido ao rebaixamento da equipe masculina. As jogadoras do Fortaleza migraram para outros clubes e, então, surgiu uma tentativa de manter o time no Brasileirão Feminino. A equipe do Campo Delas, do Portal IG, preparou uma matéria para explicar o que aconteceu.

Parceria com R4
O Fortaleza e Ronaldo Angelim articularam uma parceria para manter o clube e o projeto na elite do Futebol Feminino nacional. Ex-jogador de futebol e campeão do Brasileirão de 2009 com o Flamengo, Angelim é presidente do R4, uma equipe de Futebol Feminino do Ceará, sediada na cidade de Juazeiro do Norte.
Apesar do desejo mútuo em firmar uma parceria entre o Fortaleza e o R4, o clube não conseguiu assegurar a vaga das Leoas do Pici no Brasileirão, porque os acordos não foram cumpridos no tempo correto.
A data limite estabelecida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a participação no Brasileirão Feminino foi 17 de dezembro. Entretanto, o Fortaleza enviou para a CBF a confirmação de participação na competição na última terça-feira, 06 de janeiro.
De acordo com o Regulamento Geral de Competições da CBF, clubes que desistem ou abandonam o Brasileirão Feminino só podem retornar à disputa da competição a partir da Série A3.

Reprodução/Instagram @brfeminino
Brasileirão Feminino Série A1
Com a ausência do Fortaleza e do Real Brasília, Vitória e Mixto conquistaram o acesso. O Brasileirão Feminino de 2026 contará com 18 clubes na busca pelo título da competição. Confira as equipes participantes:
América-MG
Atlético-MG
Bahia
Botafogo
Bragantino
Corinthians
Cruzeiro
Ferroviária
Flamengo
Fluminense
Grêmio
Internacional
Juventude
Mixto
Palmeiras
Santos
São Paulo
Vitória
