A realização da Copa do Mundo Feminina 2027 no Brasil, a primeira edição do Mundial sediada na América do Sul, deve movimentar mais de R$ 8,8 bilhões na economia e abrir cerca de 73 mil vagas de trabalho diretas e indiretas. Os dados são de uma projeção realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Ministério do Esporte e a Embratur.
Os setores mais beneficiados com o fluxo de turistas e investimentos serão os de serviço, hotelaria, alimentação, transporte e comércio. Além do impacto financeiro imediato, a organização torneio envolve melhorias de infraestrutura e projetos sociais que impactam o dia a dia das cidades.
Chamados de legado da Copa do Mundo, novos espaços de lazer e esporte, assim como a inclusão e base esportiva fazem parte dessa lista. Completam os benefícios que o Mundial pode trazer ao Brasil o Marco Legal e Legado Feminino.
O desafio central da organização é garantir que os investimentos em mobilidade, turismo e infraestrutura permaneçam como melhorias definitivas para os centros urbanos muito além do apito final.
Confira os legados da Copa do Mundo Feminina
Novos espaços de lazer e esporte: pelo programa Arena Brasil (eixo do Novo PAC), mais de 300 complexos esportivos com campos de grama sintética, quadras 3×3, pistas de caminhada e iluminação em LED estão em fase de entrega ou contratação no país, com investimento de cerca de R$ 390 milhões.
Inclusão e base esportiva: projetos de paradesporto e inclusão, como o TEAtivo, voltado para crianças e adolescentes autistas. Além do recorde de 11,2 mil bolsistas no Bolsa Atleta compõem a agenda de incentivo à prática esportiva da base ao alto rendimento.
Marco legal e legado feminino: o marco jurídico do evento (Lei nº 15.421/2026) estabelece regras de segurança e organização. O foco é no combate à discriminação e no fortalecimento contínuo da modalidade feminina no país após o término da competição.
