Um dos destaques do Santos, que chegou como reforço para as Sereias da Vila para temporada 2026, Yoreli Rincon fez história no Futebol Feminino da Colômbia. Com a mãe sendo referência dentro de campo, a jogadora foi a primeira atleta colombiana a ser registra como profissional por um clube. Desde que chegou ao Peixe, a meio-campo é títular na posição.
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Natural de Piedecuesta, província de Santander, vem de uma família ligada ao futebol. A mãe jogava e éra uma referência, assim como a irmã e o irmão que também jogavam na escola. Paralelo a isso, o pai de Yorelli tinha uma fábrica de bolas, o que aproxima ainda mais a jovem do mundo esportivo.
“Eu cresci olhando minha mãe falando: ‘Ah, eu quero ser como minha mãe’. E minha irmã jogava bola na escola, meu irmão jogava também. E depois meu pai criou uma empresa de bolas, então eu sei fazer bola desde que eu tenho seis ano. O amor não é só chutar ou jogar bola, ou brincar. Eu realmente sabia fazer (a bola), era uma conexão ainda mais profunda”, explica a colombiana.
Início no futebol na Colômbia e a profissionalização no Brasil
Quando iniciou, não havia times femininos de formação, então tinha que jogar com os meninos. Yoreli era a única dos 6 aos 13 anos, e sofreu alguns preconceitos, vindo dos pais das crianças que disputavam contra ela.
“Sempre escutva: ‘Se joga com homens tem que bater nela como homem’. Mas, às vezes, os pais mandavam os meninos para me tocar para ver se era verdade que era mulher, porque não gostavam que eu fizesse alguma coisa neles. E o machismo era muito forte naquela época. Eu sempre tive o acompanhamento dos meus pais, dos meus irmãos. Eu sempre estava bem, estava coberta, cheia de amor e motivação para continuar”, relembra a Yoreli Ricon.

A meio-campo conta que mesmo após a fase de formação, o Futebol Feminino na Colômbia não dava apoio para as atletas. O sonho de ser jogadora parecia distante.
“Eu sempre escutei lá (na Coômbia) que era impossível que uma mulher pudesse viver do futebol, firmar um contrato, ganhar dinheiro com o futebol. Que era só para brincar e depois eu tinha que decidir o que queria estudar ou fazer da minha vida. Mas que o meu sonho era impossível de virar realidade lá na Colômbia”, conta Rincon.
Mas Yoreli não desistiu da vontade de ser jogadora e segui lutando, treinando e fazendo os sacrifícios ligado à rotina de um atleta. Ela conta que um mundial disputado no Brasil mudou a vida dela e fez com que a colombiana entrasse para a história.
“Em um sul-americano no Brasil, em 2012, chegou a proposta (de um clube) e, pela primeira vez, eu firmei um contrato e fui a primeira mulher na história da Colômbia a se tornar uma profissional e ganhar dinheiro, começar a viver do futebol”, afirma a jogadora.
A atleta, de 32 anos, acredita que atualmente, além do talento, é precsio seguir uma rotina de preparação muito consistente. Yoreli Rincon já disputou duas Copas do Mundo e também Jogos Olímpicos, além de mundial pelas equipes Sub-20 e Sub-17.
“Hoje a preparação é muito mais importante. Eu acho que isso seria um conselho mais: a disciplina. Ter muito mais disciplina, mais consciência que tem que se preparar muito mais. Naquela época também não era tão visível o Futebol Feminino”, acredita Yoreli.

Confira a lista de times que a Yoreli Rincon já atuou:
Apesar da falta de incentivo no páis de oriem, a meio-campo já passou por diversos países. Além do Brasil, já vestiu a camisa equipes da Europa, Estados Unidos e Arábia. Veja a lista completa abaixo.
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2026 – Atualmente: Santos (Brasil)
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2024 – 2025: Palmeiras (Brasil)
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2023 – 2024: Atlético Nacional (Colômbia)
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2021 – 2023: Sampdoria (Itália)
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2019 – 2021: Internazionale (Itália)
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2019 – 2020: Al Riffa (Bahrein) — por empréstimo do Junior Barranquilla
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2019: Junior Barranquilla (Colômbia)
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2019: Iranduba (Brasil)
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2018: Atlético Huila (Colômbia)
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2017: Patriotas (Colômbia)
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2015: Avaldsnes IL (Noruega)
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2014 – 2015: Torres Calcio (Itália)
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2014: Western New York Flash (Estados Unidos)
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2013: LdB FC Malmö / FC Rosengård (Suécia)
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2012: XV de Piracicaba (Brasil)
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2010 – 2011: Liga Bogotá (Colômbia), como amadora
