A Copinha Feminina de 2025 se consolidou como a maior competição de base do Futebol Feminino já realizada no país. Além disso, o torneio adotou como uma de suas principais premissas a construção de um legado ecológico, que incluiu o plantio de mudas nativas da Mata Atlântica em áreas verdes da cidade de São Paulo. Nesse contexto, a organização também batizou os grupos da competição com nomes das espécies escolhidas, como Pau-Brasil, Jequitibá-Rosa, Ipê-Amarelo, Araucária e Embaúba.

Ao longo do torneio, as equipes marcaram 153 gols, número que serviu de base para definir a quantidade de mudas a serem plantadas. Inicialmente, a iniciativa já havia distribuído cerca de 100 mudas entre o parque CERET, a região de Guarapiranga e o Parque das Bicicletas. Agora, como continuidade desse projeto, a organização contemplou um novo espaço, batizado de Bosque da Copinha.

A Copinha Feminina
Em apenas três anos de existência, o torneio sub-20 se consolidou como a principal porta de entrada para a nova geração do Futebol Feminino Brasileiro e, em 2025, alcançou um novo patamar. Foram 20 clubes de todas as regiões do país, jogos transmitidos em múltiplas plataformas e uma proposta inédita que conectou futebol e sustentabilidade. O Flamengo foi o campeão em 2025, se tornando bicampeão da competição, pois também havia vencido a edição de estreia em 2023. O Fluminense foi o campeão em 2024.

Gols pela natureza
A cada gol marcado, a organização plantou uma nova muda em áreas da capital paulista, como o CERET, a região de Guarapiranga e o Parque das Bicicletas. Desde o início, a Federação Paulista já adotava esse viés ecológico como parte da proposta do torneio. Além disso, todos os grupos da competição levaram nomes de árvores da Mata Atlântica, como Pau-Brasil, Ipê-Amarelo e Jequitibá-Rosa. Dessa forma, essas escolhas reforçaram a conexão da disputa com a conscientização ambiental.

Bosque da Copinha
No último sábado (18), a Federação de Futebol Paulista e a Prefeitura de São Paulo realizaram o encerramento da ação socioambiental idealizada pelo torneio. Assim, nasceu o Bosque da Copinha, que recebeu 70 novas mudas das espécies nativas da Mata Atlântica.

A organização escolheu o CERET para o plantio, com a intenção de criar um novo núcleo verde com impacto direto na comunidade e nos frequentadores do espaço. Além disso, as novas árvores ajudam a melhorar o conforto térmico do ambiente. Ao mesmo tempo, elas também favorecem a biodiversidade local, pois contribuem para o retorno das aves, oferecendo abrigo e alimento. E, portanto, ainda estimulam processos importantes como a polinização.

Dessa forma, o legado ecológico ganha forma e a mensagem de conscientização ambiental, pretendida pela Federação na realização da competição, se torna um espaço de convivência para a população.
