O próximo jogo do Atlético-MG no Campeonato Brasileiro Feminino é contra o Cruzeiro, no sábado (14), às 16h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (MG). Como o Galo vai em busca da primeira vitória na competição, o Campo Delas, do iG, entrevistou com exclusividade a atacante Anny Marabá. Afinal, ela é a maior esperança de gols para as Vingadoras no clássico.
Anny Marabá foi contratada em janeiro pelo Atlético-MG, sendo esta a segunda passagem dela pelo clube.
Nas estreia da competição, o Galo perdeu para o Corinthians. E empatou com o Juventude na segunda rodada. Nas duas partidas, o ataque do Atlético passou em branco.
Trajetória

Anny Caroline Freitas da Silva nasceu em Marabá, no Pará, e tem 23 anos. Começou a sua carreira nas categorias de base do Paysandu e estreou profissionalmente no Vasco. A artilheira passou uma temporada no Flamengo, retornando ao Vasco em 2023.
Já em 2024 teve a primeira passagem pelo Galo. Na sequência, foi contratada pelo Internacional e assinou um contrato até o final de 2026. Porém, foi emprestada ao Palmeiras em julho de 2025.
Mesmo jovem, ela tem a experiência de jogar em grandes clubes. Por isso, falou com a reportagem sobre os desafios do clássico. E também do que a torcida atleticana pode esperar do time para a temporada 2026.
Retorno ao Atlético-MG

Como foi o convite para retornar ao Atlético-MG? O que você sentiu e por que decidiu abraçar o projeto?
Fiquei muito feliz com o convite. O Atlético é um clube que faz parte da minha história e [pelo qual] tenho um carinho enorme. Quando surgiu a oportunidade de voltar, senti que era o momento certo para abraçar esse projeto, pela estrutura que está sendo montada e pela ambição do clube no Futebol Feminino.
Como está sendo a volta ao Galo nessa nova fase do Futebol Feminino? Dá pra comparar com antes?
Está sendo muito especial. Vejo um clube ainda mais estruturado, com mais investimento e organização. Dá pra perceber uma evolução grande em relação à minha primeira passagem, principalmente na valorização da modalidade e no suporte às atletas.
Como você avalia o time nas duas primeiras rodadas? O que dá para evoluir?
Foram jogos importantes para dar ritmo e confiança. Acredito que estamos no caminho certo, mas sempre dá para evoluir. Principalmente no entrosamento e na parte ofensiva, para transformar as chances criadas em gols.
Qual o objetivo do time no Campeonato?
Nosso objetivo é fazer uma campanha sólida e brigar pela classificação no G-8. O Atlético sempre entra nas competições para ser protagonista, e queremos estar entre as melhores equipes do campeonato.
Rivalidade no clássico

Sobre a rivalidade com o Cruzeiro: é um jogo diferente?
Com certeza é diferente. Clássico mexe com todo mundo, com as jogadoras e principalmente com a torcida. A gente sabe da responsabilidade que é vestir essa camisa em um jogo desse tamanho.
Tem favorito?
Em clássico não existe favorito. É decidido nos detalhes e na entrega dentro de campo.
O gol neste retorno ainda não saiu. Quem sabe contra o Cruzeiro?
Estou trabalhando muito para isso. Se sair no clássico, vai ser ainda mais especial. Mas o mais importante é ajudar o time, seja com gol, assistência ou na entrega dentro de campo.
Como foi sua passagem por Inter e Palmeiras após deixar o Galo?
Foram experiências muito importantes para minha carreira. No Inter e no Palmeiras pude evoluir bastante, aprender novas formas de jogar e crescer como atleta e pessoa. Levo muito aprendizado dessas passagens.
O que a torcida pode esperar de você nesta temporada?
Pode esperar muita dedicação, entrega e compromisso. Vou dar sempre o meu máximo dentro de campo para honrar essa camisa e ajudar o Atlético a conquistar seus objetivos.


