A zagueira Silvia Lloris, do Atlético de Madrid, recebeu uma homenagem das companheiras de equipe em partida durante o final de semana. A jogadora de 21 anos sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior, o temido LCA, no joelho direito após o jogo contra o Manchester United, válido pela Champions League, na última semana.
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Antes de entrarem em campo com o Madrid, pela Liga F, as jogadoras vestiram uma camisa com a frase “ánimo, Silvia”, que traduzindo para o português seria “ânimo, Silvia”. Na foto aparece a brasileira Gio Garbelini, que voltou aos gramados recentemente após uma lesão sofrida em outubro de 2025.
De acordo com o Atlético, Lloris foi diagnosticada após exames médicos realizados depois de ser substituída na reta final do primeiro tempo da partida contra o Manchester United, válida pelo jogo de ida dos playoffs da Liga dos Campeões Feminina da UEFA. A atleta passará por cirurgia nos próximos dias para operar o joelho direito.
Nas redes sociais, a jovem espanhola desabafou sobre o momento delicado na carreira. Segundo Lloris, ela percebeu o que estava acontecendo antes mesmo dos exames.

“Existem sensações que o corpo reconhece antes de qualquer diagnóstico. E, mesmo assim, acho que a ficha ainda não caiu totalmente”, escreveu em um trecho da postagem.
Confira na íntegra o desabafo de Silvia Lloris:
Este é o esporte que tanto amamos…
E, às vezes, também o que mais dói.
Hoje se confirma o que nenhum atleta quer ouvir jamais: rompimento do LCA (ligamento cruzado anterior).
Você nunca pensa que vai acontecer com você… e de repente, bum. Tudo para.Desde o primeiro segundo em que senti aquela dor, eu soube que algo dentro de mim não estava bem. Existem sensações que o corpo reconhece antes de qualquer diagnóstico. E, mesmo assim, acho que a ficha ainda não caiu totalmente.
É duro. Muito duro.
Como posso ser tão forte e, ao mesmo tempo, tão frágil?
Como algo que eu amo tanto pode sumir em um instante?O esporte é assim. Sacrificado. Exigente. Às vezes parece que tudo importa mais do que você mesma. O rendimento, os resultados, o calendário… e você fica em segundo plano.
E aqui estou eu. Morta de dor.
Física, sim. Mas, acima de tudo, por dentro.Não tenho palavras para explicar o que estou sentindo, mas tenho uma certeza: estou tranquila. Porque eu me conheço. Porque sei quem eu sou, e porque sei que esta fragilidade também faz parte da minha força.
Se antes eu era um “tourinho”… vou voltar feita um “bichão”.
Isto não é o fim. É uma pausa obrigada no caminho. E eu vou voltar. Mais forte. Mais consciente e, acima de tudo, mais eu do que nunca.
Até logo, vou sentir sua falta.

