Após visto huminitário, jogadoras do Irã iniciam treinos na Austrália
A equipe anunciou que daria auxílio para as jogadoras da Seleção do Irã que ficassem no país; Fatemeh Pasandideh e a Atefeh Ramezanisadeh ficaram na Austrália
Jogadoras iranianas começam treinamento em um clube da Austrália - Reprodução/Instagram
As iranianas Fatemeh Pasandideh e a Atefeh Ramezanisadeh, que pediram asilo ao governo australiano após a Copa da Ásia, já estão treinando com o time Brisbane Roar. A equipe anunciou que daria auxílio para as jogadoras da Seleção do Irã que ficassem no país. A Austrália é sede da disputa que vale vaga para a Copa do Mundo 2027.
Pelas redes sociais, o clube informou que as atletas já estão nas instalações do clube e participaram dos treinos com a equipe que disputa a Liga A. As jogadoras pediram a ajuda do governo com medo de represálias ao voltarem para o país natal devido a participação na Copa da Ásia (entenda a situação abaixo).
Atefeh Ramezanisadeh e Fatemeh Pasandideh, respectivamente no Brisbane Roar FC – Reprodução/Instagram
“Brisbane Roar deu as boas-vindas oficialmente a Fatemeh Pasandideh e a Atefeh Ramezanisadeh nas instalações de treinamento do clube para participarem nos treinos com a nossa equipa A-League Women e continuar comprometida em proporcionar-lhes um ambiente de apoio enquanto navegam nas próximas etapas”, escreveu o CEO da equipe, Kaz Patafta.
Porém, das sete iranianas, entre jogadoras e uma integrante da comissão técnica, três delas pediram para retornar ao país. A imprensa australiana acredita que as mulheres podem ter sido ameaçadas pelo governo do Irã, com represálias à familiares.
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Jogadoras do Irã reunidas após receberem asilo na Austrália
Foto: Reprodução/Instagram @tony_burke_au
Campanha e preocupação com a segurança
A Seleção Feminina do Irã perdeu os três jogos que disputou na Copa da Ásia, pelo grupo A. O primeiro jogo, contra a Coreia do Sul, terminou em 3 a 0, mas o que chamou atenção foi o silêncio das jogadoras durante a execução do hino nacional.
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O possível protesto teria causado revolta no país. O apresentador Mohammad Reza Shahbazi, da TV estatal iraniana, alegouque as jogadoras eram traidoras e mereciam punições severas, de acordo com informações da Al Jazeera.
”Traidores durante tempos de guerra devem ser tratados mais severamente”, disse Mohammad Reza Shahbazi, apresentador, segundo a Al Jazeera. ”Qualquer um que tome medidas contra o país sob condições de guerra deve ser tratado com mais rigor. Como esse caso da nossa Seleção Feminina não cantar o hino. Essas pessoas precisam ser tratadas severamente”, concluiu.
Sara Didar em campo – Reprodução/Instagram
Na segunda partida, as australianas, donas da casa, golearam a Seleção do Irã por 4 a 0. A terceira rodada aconteceu no último domingo (8), quando a equipe iraniana foi desclassificada após perder por 2 a 0 das Filipinas.
No dia 10 de março, o governo da Austrália concedeu asilo para cinco jogadoras da Seleção Feminina do Irã. Alguns dias depois, mas uma jogadora e uma integrante da comissão técnica do país também pediram visto humanitário.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pressionou o governo da Austrália a resolver a situação. Trump ainda afirmou que os Estados Unidos ajudariam as jogadoras caso o governo australiano negasse o asilo.
Jogadoras de futebol do Irã ganham visto humanitário da Austrália – Reprodução/X/Tony_Barker
Jornalista pós-graduada em Comunicação Integrada e Marketing, atua no digital há mais de 17 anos como repórter e editora. No Portal iG há cinco anos, escreve para Baixada Santista e Esportes. Mãe de primeira viagem do pequeno Otto, assim como as Sereias da Vila, o escritório é na praia!