A vitória do São Paulo sobre o Flamengo por 3 a 1, no primeiro jogo da semifinal do Brasileirão Feminino, foi construída principalmente na segunda etapa. Depois de um primeiro tempo equilibrado, o Tricolor sofreu o gol no início do segundo tempo, mas mudou a postura, aumentou a pressão e conseguiu a virada no Estádio Luso-Brasileiro.
Autora do segundo gol são-paulino, Robinha explicou que a equipe entrou em campo consciente de que teria pela frente um confronto de 180 minutos. Por isso, a estratégia inicial foi observar o adversário e entender os espaços antes de aumentar o ritmo.

“A gente vem para um jogo sabendo que é uma equipe forte, a equipe do Flamengo. A gente sabe que o jogo é decidido em 180 minutos. Então, no primeiro tempo, a gente estava estudando a equipe do Flamengo. A gente estava se estudando também, para ver como a gente ia sair. Não tinha como a gente se jogar no primeiro tempo”, explicou.
A mudança aconteceu no intervalo. Segundo a atacante, Thiago Viana conversou com o elenco e as alterações realizadas durante a partida também contribuíram para que o São Paulo encontrasse uma nova dinâmica.
“Depois a gente veio para o segundo tempo. O Viana conversou, a gente fez algumas substituições e a gente se encontrou no jogo. A equipe do São Paulo é isso: a gente corre, a gente luta do começo ao fim”, afirmou.
São Paulo cresceu depois do gol do Flamengo
O Flamengo abriu o placar aos sete minutos da segunda etapa, mas o gol não tirou o Tricolor do jogo. Pelo contrário. O São Paulo passou a ocupar mais o campo ofensivo e criou as condições para buscar a igualdade.
Aos 26 minutos, Mylena aproveitou o rebote depois de finalização de Késia Sena e deixou tudo igual. Na reta final, Robinha apareceu na entrada da área para completar a reação. Já nos acréscimos, Bruna Calderan converteu pênalti e fechou a vitória por 3 a 1.

Para Robinha, a postura da equipe representa justamente a identidade que o São Paulo quer levar para o restante da competição.
“Para a gente sair daqui, sempre sair da partida com a vitória, buscando o gol”, resumiu.
O resultado deixou o Tricolor em vantagem na semifinal. Agora, a equipe pode até perder por um gol de diferença no segundo confronto que ainda garante a classificação para a final.
Robinha lamenta ausência do Morumbi na decisão
Além da análise sobre a partida, Robinha também comentou a escolha do Brinco de Ouro, em Campinas, como palco do segundo jogo da semifinal. A expectativa das jogadoras era poder disputar uma partida desse tamanho no Morumbi, diante da torcida são-paulina.

Para a atacante, jogar em casa teria um peso importante em um confronto que pode colocar o São Paulo novamente na final do Brasileirão.
“Acho que, claro, impacta. A gente quer jogar dentro da nossa casa, no Morumbi. Mas, infelizmente, a gente não vai conseguir”, afirmou.
Robinha aproveitou o espaço para fazer um pedido por maior valorização do Futebol Feminino, especialmente em partidas decisivas.
“A gente pede para olhar para o futebol feminino com mais carinho, para que a gente consiga, em um jogo importante, uma semifinal de Brasileiro, poder jogar na nossa casa e ter a nossa torcida perto. Então, para a gente, implica um pouco mais”, disse.
Apesar da mudança de estádio, a atacante garante que o elenco pretende transformar Campinas em sua casa no próximo sábado.
“Vamos jogar lá em Campinas do mesmo jeito como se fosse no Morumbi”, finalizou.
Decisão será em Campinas
São Paulo e Flamengo voltam a se enfrentar no próximo sábado (19), às 16h30, no Brinco de Ouro, em Campinas. O Tricolor precisa apenas administrar a vantagem construída no Rio para confirmar a vaga na final.

Do outro lado, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença para levar a disputa aos pênaltis ou por três ou mais para avançar diretamente.
Para Robinha, independentemente do estádio, o objetivo permanece o mesmo: levar a força demonstrada no segundo tempo para os 90 minutos que podem separar o São Paulo de mais uma final do Brasileirão Feminino.
