Estrela do Futebol Feminino mundial, Catarina Macario voltou às mídias do mundo. Em ajustes finais de contrato, Catarina Macario vai sair do Chelsea, da WSL, rumo ao San Diego Wave, da NWSL, para receber o maior salário da modalidade. Com isso, o mundo do Futebol Feminino relembrou que a atleta nasceu em São Luís, capital do Maranhão, mas defende as cores da Seleção Norte-Americana Feminina.
A atleta, que será a mais bem paga do mundo, com cerca de 9 milhões de dólares anuais, saiu do Brasil em busca de melhores oportunidades nos Estados Unidos. Em reportagem concedida ao UOL, familiares e treinadores relembram caso de machismo que a fez abandonar o sonho de vestir a Amarelinha.

Reprodução/Instagram @catarina_macario
Início da trajetória
Com Catarina se destacando no cenário do Futsal e Futebol de Campo, os questionamentos também se multiplicaram. André Amâncio, treinador da atleta dos 8 aos 10 anos, relembrou o início da trajetória no esporte.
“A gente teve que fazer todo o meio de campo para explicar que ela não atrapalhava em nada a categoria. Ela tinha grande destaque nas competições”, declarou o treinador.
Foi com 12 anos que Catarina sofreu o caso que motivou a sua desistência do sonho de vestir a camisa da Seleção Brasileira Feminina. Seu pai, José Macário, revelou que Cat iria disputar uma competição de Futsal, mas que foi impedida de participar no último segundo. A partir disso, ele escreveu uma carta para uma escola em San Diego, nos Estados Unidos, que aceitou Catarina Macario.
Catarina, por sua vez, declarou os motivos que a fizeram abandonar o Brasil.
“Eu não tive mais oportunidade de jogar com os meninos no Brasil, porque tinha uma regra que não me deixava jogar com eles depois dos 12 anos. Também não tinha nenhum time feminino que eu sabia que era bom. A única outra opção era ir para os Estados Unidos”, ressaltou.

Reprodução/Instagram @catarina_macario
CBF entra na história
Após ver que havia perdido um grande talento, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tentou convocar a atleta, de apenas 13 anos na época, para disputar uma competição Sub-17. Todavia, motivada pelo passado e sentindo-se acolhida pelo país norte-americano, Catarina Macario recusou o convite e optou por defender as cores da Seleção dos Estados Unidos.
Apesar da primeira recusa, a CBF voltou a procurar a atleta para integrar a Seleção Brasileira Feminina. Até mesmo na época de Pia Sundhage como treinadora do Brasil, a então comandante procurou Macario, mas recebeu a última recusa.
