Marcando um passo histórico para o país, a primeira Seleção Feminina de San Marino foi criada nesta semana. Além da criação, as jogadoras também já conhecem a primeira comandante da história do país e trata-se de Giulia Domenichetti, ex-jogadora e que encara o desafio com entusiasmo.
“Acho que, no início, será importante para mim conhecer bem as meninas também do ponto de vista pessoal, do caminho que têm até agora. Estamos apenas no início de um caminho que terá um grande número de estágios. Também teremos que levar em conta as peculiaridades de uma seleção nacional como a de San Marino: recém-nascida e ainda com poucos membros, embora crescendo. Teremos que ter grande respeito por isso. Mas, como já disse a este grupo, todos nós trabalharemos para transformar as limitações de hoje em oportunidades. Nada jamais deve nos deter ou nos fazer nos desviar do caminho que traçamos para nós mesmos. Isso se aplica aos jogadores em quadra, mas se aplica antes de tudo a nós da equipe”, declarou a comandante.

Reprodução/Instagram @uefa
Data histórica
Já para Marco Tura, presidente da FSGC (Federação de Futebol de San Marino), a data ficará marcada na história do país, apesar do investimento no Futebol Feminino ser difícil, já que o país não possui um número considerável de habitantes, estimada entre 35 e 40 mil pessoas. Entretanto, também cita o nível estrutural no esporte do país.
“Este é um evento histórico. Estamos começando um caminho que em breve nos permitirá nos apresentar diante do futebol europeu em um setor que até agora nunca conseguimos desenvolver, embora cultivemos essa vontade. E a razão estava ligada, como é bem conhecido, sobretudo ao número reduzido de jogadoras ativas. Com o tempo, porém, as coisas mudaram e, por isso, foi quase uma consequência natural, embora não óbvia, traduzir esses avanços em um projeto ambicioso e concreto. Não nos escondemos: as dificuldades não desapareceram por magia. Acima de tudo, dois permanecem. A primeira está relacionada às instalações, nunca o suficiente para cobrir a intensa atividade futebolística do Titan. No entanto, por meio de uma organização prudente e sábia do mesmo, contamos em atender a todas as necessidades. A segunda dificuldade, mas eu diria de desafio, está ligada à continuidade do projeto que nasce hoje. Como é bem conhecido, um dos requisitos essenciais para ter uma seleção nacional principal é ter uma liga interna, neste caso, feminina. Criá-la não será uma prática simples, mas há um forte compromisso político esportivo nesse sentido e estou convencido de que todos os envolvidos, incluindo os clubes de San Marino, vão remar do lado certo para que esse objetivo também se traduza em realidade”, disse o mandatário.
