O Futebol Feminino chileno entrou em uma nova era. O primeiro Sindicato das Jogadoras de Futebol Profissional do país foi oficialmente criado, reunindo atletas, autoridades e representantes do esporte em uma cerimônia histórica no Estádio Nacional.
A iniciativa marca um passo decisivo na organização das jogadoras, garantindo reconhecimento legal, poder de negociação coletiva e uma estrutura democrática permanente.
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Liderado por Javiera Moreno, o sindicato terá como integrantes Fernanda Ramírez, Natalia Campos, Catalina Quezada e Camila García.

O sindicato de jogadoras
A nova entidade surge como sucessora da Anjuf (Associação Nacional de Jogadoras de Futebol), criada em 2016, e se projeta como o maior sindicato feminino do Chile, estabelecendo um modelo de referência para outros esportes femininos na América Latina.
“Durante anos, funcionamos como uma organização de trabalhadores, mas a estrutura sindical nos permite dar um salto qualitativo: hoje temos pleno reconhecimento legal, poder real de negociação coletiva e uma estrutura democrática permanente para defender nossos direitos”, afirmou Javiera Moreno em discurso.
“Agora que 100% das nossas jogadoras estão sob contrato, queremos avançar com a profissionalização da liga, trabalhando construtivamente para melhorar nossas condições de trabalho, infraestrutura, visibilidade e outros aspectos”, completou.

O Ministro do Esporte, Jaime Pizarro, elogiou a iniciativa da Anjuf e a transformação da associação em sindicato.
“É um grande avanço para o Futebol Feminino, com maior proteção trabalhista para as dirigentes sindicais, uma estrutura democrática permanente e legitimidade institucional como contraparte nas relações trabalhistas. Este é um passo importante para o primeiro sindicato de atletas femininas do Chile, com a filiação de todas as jogadoras profissionais. É um modelo de organização sindical que também deve ser considerado para outros esportes femininos, tanto no Chile quanto na América Latina”, destacou.
De associação a sindicato
O novo sindicato é um sucessor direto do trabalho realizado pela Anjuf desde a sua criação em 2016, quando um grupo de jogadoras decidiu se organizar em resposta à falta de atividade na seleção feminina e à ausência de condições básicas de trabalho na liga.

Desde então, a organização liderou avanços importantes, como a cobertura médica para as jogadoras e a defesa de direitos que resultaram em leis fundamentais para erradicar o abuso, o assédio e as condições precárias de trabalho no esporte.

